A cultura sendo
um sistema de significados socialmente estabelecidos, fonte de todos os
artefactos humanos é, também, um mecanismo de controlo de
comportamentos em sociedade (Geertz 1989). O antropólogo
visual pode interpretar as significações humanas inscritas
nas representações do real. As diversas formas de tornar
o real presente, a cada homem, aos outros, à sociedade, manifestam-se
através da comunicação (oral, gestual, escrita, artística,
fílmica) revelando-se nelas as dimensões simbólicas
da arte, religião, ideologia, ciência, lei, moral, senso comum,
verdadeiras esteiras situativas de qualquer construção/ficção
histórica (porque situada) da realidade.
Uma produção,
qualquer que seja, situa-se no contexto a partir do qual foi gerada. O
contexto situa a obra, permei-a através de toda uma ideologia política,
económica, social e cultural que circula e condiciona as representações
vertidas nessa criação. É aqui que a recepção
enquanto prática hermenêutica (interpretação)
joga um papel importante. Ela insere-se na pragmática que é
a "disciplina da semiótica que estuda as relações
existentes entre os signos e os seus utentes, os seus contextos e os seus
efeitos" (dic. Online da Porto Editora) e só recentemente
os estudos fílmicos elevaram a dimensão do receptor (espectador)
no centro da reflexão histórica (Pérusse,
1992). A recepção fílmica adquire, então,
o valor de uma arqueologia das malhas que teceram a obra e a sua interpretação
cruzando elementos contextuais históricos e cognitivos do autor
e do receptor. O modelo semiótico percepciona, pois, a relação
dinâmica entre o acto de produção e o potencial espectador,
inseridos sempre em contextos situativos específicos.
A sociedade e a cultura
entendidas através do cinema (o valor das representações
no cinema)
O cinema, produtor de significados
culturais, é revelador e modelador cognitivo das representações
sociais. A produção fílmica acompanhou a História,
documentando-a, e a História ofereceu-se à construção
visual do documentário e da ficção. Sabemos que "o
cinema faz parte de um largo espectro de representações mediáticas"
(Stam, 1997: 342), um reflexo do meio social, económico,
político e cultural, "ele reflecte o comércio mental do homem
com o mundo" (Morin, 1997:234). A cinematografia alia
a técnica à representação, associando-lhe "potencialidades
narrativas cujo segredo parecia ser um exclusivo da literatura e em particular
do romance" (Costa e Fonseca, 1993:93). Sendo o cinema
um construtor de subjectividades, é meio e instrumento de estratégias
políticas ligadas à cultura. Ele tem sabido captar
a complexa realidade social combinando a dinâmica do movimento ao
vísivel e audível. Imagem, som e escrita elaboram e
reconstroem realidades socialmente vividas.
Desde os seus primórdios,
o cinema projecta a sociedade, ligando-se de modo explícito ao desenvolvimento
da cidade. À arte cinematográfica associa-se a cultura
dos espaços. O cinema produz o espaço: "ele é um sistema
espacial" (Shiel, 2000:
5) que cartografa o meio espacial como categoria organizativa. Os Estudos
Fílmicos e a Sociologia têm-se interessado em explorar novos
prismas interdisciplinares de investigação sociocultural
através do cinema e da sua indústria globalizante, também
ela modeladora de circuitos económicos e das relações
de poder espacio-global. Como nos refere Mark Shiel (2000), cultura,
sociedade e economia interpenetram-se. E o cinema deve ser compreendido
como um conjunto de práticas e actividades que permite reflectir
a mudança social e urbana no "terreno", intervindo na sociedade
e participando na "manutenção, transformação
e subversão dos sistemas de poder" (Shiel, 2000:5).
As imagens têm animado
a emergência social emprestando-lhe a visão que os mentores
da produção cinematográfica pretendem projectar, pelo
que devemos ter sempre presente as conjunturas contextualizantes.
O corpus social - a sociedade - é representado no documentário
e no cinema, dando autenticidade à história vivida pelos
homens e mulheres. A câmara é um dispositivo de descoberta,
de retenção e reprodução de realidades. Se
nos finais do século XIX e na primeira metade do século XX
serviu a vontade do império colonial, partindo em busca de novos
territórios e distantes identidades aliadas à política
da expansão, a partir dos anos 60, ela recua e redescobre as culturas
e subculturas urbanas. Autores como Castells e Don Mitchell apontam os
processos sociais decorrentes da descolonização, arrastando
a desterritorialização das colónias e a inversão
dos fluxos migratórios, como promotores dessa viragem de focus em
relação à cidade (Shiel,
2000).
Revelador social com espessura
estética, o cinema associa ao espaço o movimento, sua característica
primeira, assumindo substancialidade real aos olhos do espectador. Como
nos refere Gilles Thérien, (1992:111), "le
film, lui, est foncièrement un tissu d´images en mouvement,
accompagnées de mots, de sons, de bruits...Sa perception est tout
ce qu´il y a de plus concret". No cinema o espaço ganha
forma e os actores investem-se de "carnalidade" (Ribeiro,
2001), aos olhos do espectador alimentando as suas representações
sociais. O filme não é um conjunto de signos, sendo que a
imagem não é um signo, é sim um argumento, uma construção
de uma narrativa feita através de imagens visuais, sonoras e rítmicas
que em conjunto produzem o que poderemos intitular de nós significantes.
Ele é invasão do campo simbólico do espectador, ao
fornecer "...um objecto totalmente construído" (Thérien,
1992:113).
Os filmes, documentários
ou ficções, são mediadores de representações
culturais, onde nos podemos incluir como elementos de uma cultura ou sociedade,
ao mesmo tempo que reflectimos e nos definimos criando modelos, mitos e
histórias alternativas para o que somos ou para o que não
queremos ser (MacAloon em Dickey,
2001). Como nos referem Sohat e Stam (2002), as identidades
pósmodernas revelam-se parcialmente modeladas pelos meios de comunicação.
E este fenómeno é indissociável do processo de globalização
que pode, segundo Shiel
(2000), ser também entendido através do cinema.
Da globalização
do cinema às margens da cidade - problemas globais, escalas locais
A cidade surge a partir dos
anos 80 como pólo fundamental no processo da globalização
de mercados, de interconexão nodal de fluxos. Neste ambiente de
capital mercantil viajante, as indústrias culturais (expressão
de Adorno e Horkheimer) despontam e concorrem através da inovação
de produtos e da transformação organizacional das empresas
que os promovem. O cinema incorpora hoje uma extensa rede de comunicação
ligada à indústria de entretenimento, da qual fazem parte
a televisão, a produção musical e as novas tecnologias
de informação (digital e internet). As actividades ligadas
à comunicação integram o mercado mundial como mediadoras
de conteúdos culturais. A linguagem das imagens em movimento
arrasta consigo "um sistema de poder significante" (Shiel,
2000:3) ao representar o indivíduo e a sociedade, fornecendo-lhes
modelos da organização do espaço físico e das
identidades. As paisagens culturais ou "ethnoscapes", a que se refere
Appadurai,
circulam pelo mundo com mais intensidade a partir dos anos 30 do século
XX com novos valores e estilos visuais de consumo gerados pela história
económica do cinema de Hollywood. Santos aponta que "a globalização
do sistema de estrelato de Hollywood contribuiu para a etnicização
do sistema de estrelato do cinema Hindu" (Santos,
1997:15) e, na Europa, actores que nos pareciam universais (Alan Delon,
Jean Gabin, Brigitte Bardot, Sofia Loren) parecem hoje provincianos ou
"curiosamente étnicos" (Santos, 1997), traduzindo
a forma como a representação do cinema norte americano se
globalizou.
A sofisticação
técnica associada ao cinema pelos Estados Unidos da América
permitiu que este país se constituísse uma ameaça
para as culturas locais. O poder financeiro associado à inovação
técnica surgem determinantes na capacidade dos produtores e distribuidores
de cinema fazerem circular os seus produtos. Por seu turno, os conteúdos
são determinados por um sistema de interesses políticos -
que não se cinjem apenas aos lucros mas à manipulação
de ideias - e económicos - que acabam por esmagar os interesses
dos concorrentes menos poderosos. Refira-se que o cinema nacional
(de conteúdos moralistas e míticos) e o cinema de autor (que
prima pela arte e define-se pela resistência às condições
sócio-económicas) enfileiram as margens do cinema mundial,
com excepção de algum cinema de autor europeu.
Entendemos a representação
no cinema como Shoat e Stam a consideram: "las artes miméticas
e narrativas, en la medida en que representan valores y actitudes (carácter)
y ethnos (pueblos) son representativas no sólo de la figura humana
sino también de la visión antropomórfica. En otro
nível, la representación es también política,
ya que el dominio político no es normalmente directo sino representativo"
(Sohat e Stam, 2002:191). Nestes termos, se encararmos
o cinema como lugar de expressão de autodeterminação
cultural das recentes nações, antigas colónias ocidentais,
verificamos que aí, a produção e recepção
fílmica é condicionada pela força de Hollywood e da
globalização económica. Várias vozes reclamam
para os países africanos e cidades em vias de desenvolvimento um
imaginário próprio - que transcenda a herança imperialista
e homogeneizante a que a globalização dá continuidade
- que se possa manifestar também através da produção
cinematográfica nacional (Shiel,
2000). O cinema, ou os media em geral, podem ser percepcionados como campos
de luta simbólica, de dominação e resistência,
entendidas as representações como formas de simulacro ou
de delegação de vozes plurais.
A cidade
tem sido central no desenvolvimento do cinema, como foco e suporte económico
de toda uma indústria fílmica expansiva que se globalizou.
O cinema influi, por sua vez, na dinâmica cultural das sociedades
urbanas com os seus circuitos económicos de produção,
distribuição e exibição fílmica. Por
um lado, a arte cinematográfica influencia o desenvolvimento económico
da cidade e, por outro, produz um impacto nas representações
sociais do meio através das suas alegorias construídas a
partir de realidades sociais objectivas. O espaço urbano e o espaço
identitário são âmbitos que se cruzam e integram as
construções do cinema hoje.
Os estudos culturais e sociais
têm-se interessado em debater a globalização como "um
processo de constante negociação entre a homogeneidade e
a diferença" (Shiel, 2000:10), entre o local e o global, entre a
incorporação e a diferença. A cidade acaba,
ela mesma, por reflectir na sua sociabilidade as contradições
da globalidade económica das indústrias culturais - acelerados
fluxos financeiros e de informação e uma concentração
de desigualdades sociais. Por seu turno, o cinema reflecte a sociedade
espelhando as desigualdades de poder e a capacidade de resistência
dos grupos sociais a estruturas económicas e sociais dominantes
(Shiel, 2000).
A história cinematográfica
mostra-nos como o papel da representação tem sido poderoso
na relação entre o cinema e a cidade (Fitzmaurice,
2000). Os espaços locais e as especificidades da cidade iluminam
e preenchem intenções cinéfilas. Ao mesmo tempo
que o espaço físico da cidade ou dos subúrbios ganha
uma nova dimensão, torna-se visual, palpável e imaginado,
ganhando a marca do poder - da possibilidade de organização
e credibilização mental do espaço.
As opções dos
cineastas na realização de um filme não são
alheias aos factores sociais, políticos e económicos locais
e globais. A construção do Outro acaba por ser intencional
e inserir-se em objectivos prédeterminados. A visibilidade não
promove, por si, a conscencialização dos problemas. É
necessário ponderar a forma como as problemáticas são
abordadas, exigindo-se que no tratamento de questões sociais haja
um mínimo denominador ético.
Os textos críticos
ao filme que seleccionámos para esta análise foram publicados
no "Diário de Notícias", no "Blitz" e no "Público"
e apontam "Zona J" um filme de produtor inserido num sistema de
produção contínua para grandes audiências. A
concepção do filme assentou na selecção de
um espaço e sociabilidade, característicos de margem, para
emocionar com drama e violência um público ávido por
momentos de evasão. A focagem atravessa essencialmente alguns lugares
sociais liminares, "in between" como diria Turner, grupos que pelas
suas características não estão num lado nem no outro,
estão entre. Situam-se nesse estado de intersticialidade os
jovens cuja fase de vida deve desembocar na passagem à vida adulta.
Neste caso ao trabalharmos os jovens afro-descendentes entendemos que o
seu estatuto é o de uma dupla liminaridade, pois, além de
jovens, acumulam a essa condição de passagem, o Olhar marginalizante
da sociedade onde nasceram.
Na história da produção
fílmica a focagem dos espaços liminares não é
nova, recordemo-nos de "Chinatown" (1974), "Os Marginais"
de Coppola (década de 70) e "O Ódio" de Kassowitz
(1995). Parece-nos ter sido a partir deste último que o produtor
de "Zona J" foi colher a ideia do argumento. "O Ódio"
foi concebido a partir da transposição do modelo de Bairro
Afro-americano para o espaço marginal da cidade francesa. O filme,
segundo Adrian Fielder, cria uma alegoria das relações de
poder; do Estado em relação às antigas colónias
e da implicação da globalização no local, regional
e nacional (Fitzmaurice,
2000). Por outro lado, ao mapear as zonas marginais, descobrindo
nelas um terceiro espaço, um local de resistência cultural,
o filme acaba por politizar a situação para o espectador.
Nas palavras de Fitzmaurice (2000), a revelação de um drama
específico na cidade revela-se uma metonímia de um problema
em larga escala.
Reflexões finais
Chamo
pátria de profundas veias
a
essa relação viva entre os homens se ela houvesse
e
não esta condição de anónima indiferença
e
de vaga identidade flutuante
sem
cúpula e sem os templos brancos
com
jardins de um ócio voluptuoso
É
por isso que estamos condenados
à
solidão de não pertencermos à dilatada força
que
constitui um universo e projecta um horizonte
de
humanidade viva em floração unânime
somos
apenas cúmplices da nossa inabilidade
e
dos ornamentos com que a revestimos
para
parecer que somos e ser o que parecemos
Quem
escreve procura abrir um espaço numa muralha
tão
opaca mas tão vaga e cinzenta
que
esse espaço imaginado de branca identidade
não
é mais que um aceno à possível liberdade
para
além da sua glória profanada
António Ramos
Rosa,
2001, in Pátria Soberana
Num mundo cada vez mais construído
por modelos áudio-visuais, à antropologia visual cabe um
papel preponderante na análise de conteúdo de fontes áudio-visuais,
não apenas para a análise semântica das mensagens mas
para o questionamento da sua construção estética (Pais,
2002).
A questão principal
passa por questionarmos a concepção das imagens liminares,
que valor sociocrítico se pode produzir a partir delas. Como
nos refere Sohat e Stam (2002), devemos estar sensibilizados aos estereótipos
e exageros impregnados nas representações dos meios de comunicação
quando associados a camadas desfavorecidas e marginalizadas historicamente.
Estes grupos, não detêm "poder para controlar as suas próprias
representações" (Sohat e Stam 2002: 192). Cabe aos
antropólogos "a tarefa de explicar as representações
culturais, isto é, descrever os factores que determinam a selecção
de certas representações e a sua partilha por um grupo social"
(Sperber, 1992: 57). O cinema concentra modelos
e ideais hegemónicos dirigidos à sociedade representada,
mantendo e reproduzindo identidades, comportamentos e utopias.
Se pensarmos na assimetria
das relações de poder em sociedade e na necessária
capacidade de negociação, ao nível material e simbólico,
a que os diversos grupos culturais estão sujeitos para poderem definir
a sua posição social, então entenderemos que os mais
desfavorecidos dificilmente conseguirão abandonar as trincheiras
que sustentam a centralidade hegemónica.
Com vários autores
percebi que é "nos espaços em branco", nas zonas "liminares"
que os processos transformativos acontecem porque aí se "afirmam
por negação dos princípios classificatórios
que instituem a ordem social (Cabral, 2000; 865).
Esses espaços, de margem, produzidos e difundidos pelos centros
hegemónicos, são o próprio alicerce da vida sócio
cultural, pois sustentam "os artefactos do funcionamento da hegemonia"
(Cabral, 2000; 884). Mas é aí, nesses locais marginais
que podem surgir outras configurações do tecido social, de
brecha quando defensivas, de tranformação quando a resistência
conduz ao projecto. Mas as identidades de projecto serão de novo
recicladas pelos modelos da sociedade centrada na cultural nacional, isto
é, novas formas mascaradas de integração surgirão
dando continuidade aos valores hegemónicos.
As fronteiras entendidas
como margens são espaços em branco, onde em regra se renovam
os processos sociais.
A construção
da identidade dos jovens afro-descendentes passaria pelo conhecimento das
suas raízes, valorizando a sua cultura de origem, a sua auto-estima
e participando activamente na sociedade onde nasceram e que os envolve.
As imagens dos media associadas a programas escolares adequados poderiam
contrariar a tendência para a construção de identidades
negativas e uma via para a inserção deste jovens na sociedade.
O cinema e os meios de comunicação,
em geral, modelam, produzem e reproduzem identidades e representações
sociais (Sohat e Stam, 2002). Nas relações de poder dominador/dominado,
hegemonia/resistências periféricas, incluem-se também
as resultantes de outras diferenças para além das étnicas.
Estas diferenças integradas em sistemas de significação
vastos persistem, por assentarem em pressupostos "naturais".
As narrativas do cinema têm
revelado uma história social etnocêntrica sobre a qual a antropologia
deve reflectir. Por outro lado, nas margens do cinema emergem resistências
aos centros de produção fílmica. Um vasto leque de
cineastas, muitos viajantes entre culturas e espaços/tempos, contrariam
com o seu testemunho, os lugares comuns de representação
da diferença, fantasiados e estereotipados por discursos acentuadamente
nacionalistas e económicos que perpetuam a regulação
dos modos pelos quais os homens e mulheres se pensam.
Em nosso entender, o cinema
e o documentário podem representar outras vozes, as marginalizadas
pela ideologia social dominante, promovendo olhares específicos
sobre vidas em trânsito, os seus sonhos e as suas lutas face a sistemas
patriarcais, nacionalistas e monoculturais. Olhares críticos que
podem ser "janelas" para a construção de outros olhares,
de outras identidades num mundo de verdades ocultas que devem ser reveladas.
Como nos diz Geertz,
"a antropologia pode ajudar-nos a vermo-nos, a nós e a qualquer
outro". Acreditamos como Geertz que o mundo possa caminhar para um
acordo sobre assuntos fundamentais, mas esse passará pela reflexividade
e capacidade crítica autotransformativa. Em que o próprio
Ser se transforma num projecto reflexivo.
Esta viagem conduziu-nos
a desmistificar o "Corpo social" vertido no discurso volumétrico
das imagens em movimento. Mas, também, a saber como nas margens,
se produzem outros espaços e outras falas, outros versos de hibridização
e de entendimento do mundo.

Bibliografia
ALMEIDA,
Miguel Vale de (2000) Um Mar da Cor da Terra, Oeiras: ed.
Celta.
AMADO,
Jorge (1999) Capitães de Areia, Lisboa: publicações
Dom Quixote.
APPADURAI,
Arjun, (1996) Modernity at Large, Culture Dimensions of Globalization,
University of Minnesota Press.
APPIAH,
Kwame
Anthony (1997) Na Casa de Meu Pai, Rio de Janeiro: Contraponto.
AUGÉ,
Marc (1998), Não-Lugares Introdução a uma antropologia
da sobremodernidade, Lisboa: Bretrand Editora.
AUGÉ,
Marc (1999), O Sentido dos Outros, Petrópolis:
Editora Vozes.
BARTHES,
Roland (1991) A Câmara Clara, Lisboa:
Edições 70.
BARTHES,
Roland (1997) O Grau Zero da Escrita, Lisboa:
Edições 70.
BARTHES,
Roland (1997) O Prazer do Texto, Lisboa: Edições
70.
BARTHES,
Roland (1997) Crítica e Verdade, Lisboa: Edições
70.
BARTHES,
Roland (1997) A Lição, Lisboa: Edições
70.
BERGER,
Peter L.; Luckmann, Thomas (1998), A Construção Social
da Realidade, Rio de Janeiro: Editora Vozes.
CABRAL,
João de Pina "A difusão do limiar: margens, hegemonias e
contradições", in Lisboa Cidade das Margens, (2000)
Análise Social, vol. XXXIV (153), Lisboa: pp. 865-892.
CASTELLS,
Manuel (2000) O Poder da Identidade, São Paulo, editora
Paz e Terra.
COSTA,
Alfredo Bruto (2001) Exclusões Sociais, Lisboa: edição
Gradiva.
CLASTRES,
Pierre (1979) A Sociedade Contra o Estado, Investigações
de Antropologia Política, Porto: edições Afrontamento.
CLIFFORD,
James (1997, 1999), Itinerarios transculturales, Barcelona:
gedisa editorial.
DAVIES,
Charlotte Aull (1999), Reflexive Ethnography, a guide to researching
selves and others, London: Routledge
ÉTIENNE,
Jean; Bloess, Françoise; Jean-Pierre Noreck, Jean-Pierre Roux; (1998),
Dicionário
de Sociologia, Lisboa: Plátano Edições técnicas.
FERREIRA,
Pedro Moura, Controlo e Identidade: a não conformidade durante a
adolescência, em Sociologia, Problemas e Práticas,
2000, nº 33, Cies, Lisboa: Celta, pp. 55-85.
FORTUNA,
Carlos (1999) Identidades, Percursos, Paisagens Culturais,
Oeiras: Celta Editora.
FOUCAULT,
Michel (1997) A Ordem do Discurso, Lisboa: Relógio
D´Água.
FOUCAULT,
Michel (1975, 1999) Vigiar e Punir, Petrópolis: editora
Vozes.
GEERTZ,
Clifford (1989), A interpretação das Culturas,
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
GYDDENS,
Anthony (1999), O mundo na era da globalização,
Lisboa: Editorial Presença.
GOFFMAN,
Erving (1999), A representação do eu na vida quotidiana,
Petrópolis: editora Vozes.
GOFFMAN,
Erving (1963, 1988) Estigma, Notas sobre a manipulação
da identidade deteriorada (4ª ed.), Rio de Janeiro: editora
Guanabara.
HORTA,
Ana Paula Beja (2000), Constructing Otherness: Nationhood And Immigration
Politics in Portuguese Post-Colonial Society, tese de doutoramento,
Canada: Simon Fraser University.
HORTA,
Ana Paula Beja, Imigração em Portugal Experiências
e Contradições, in Revista História,
nº 42, Fevereiro 2002, (III Série), Lisboa: Ed. História
- Publicações e conteúdos Multimédia, Lda,
pp. 46-53.
JAUSS,
Hans Robert (1978) Pour une Esthétique de la Réception,
Paris : Gallimard.
KILANI,
Mondher, (1994, 2000) L´invention de L´autre,
Lausanne : Editions Payot.
LAPLANTINE,
François (1996) La Description Ethnografique, Paris
: Nathan Université
LAPLANTINE,
François e Nouss, Alexis (1997), Le metissage, Évreux
: Flamarion.
MEMMI,
Albert (1993) O Racismo, Lisboa: editora Caminho.
MONTEIRO,
Maria Benedita, (2002) A construção da exclusão
social nas relações inter-étnicas: Orientações
teóricas e de investigação na perspectiva do desenvolvimento,
texto de investigação policopiado: Lisboa, ISCTE.
PAIS,
José Machado (1996), Culturas Juvenis, Lisboa: ed.
INCM.
PAIS,
José Machado (2001), Ganchos, Tachos e Biscates, (jovens
trabalho e futuro), Lisboa: ed. Âmbar.
PAIS,
José Machado e vários autores (1999), Traços
e Riscos de Vida - Uma abordagem qualitativa a modos de vida juvenis:
Lisboa: ed. Âmbar.
PAIS,
José Machado, (2002) Sociologia da Vida Quotidiana,
Lisboa, ICS.
PRETCEILLE,
Martine Abdallah- (1999), L´education interculturelle,
Que sais-je ? Paris : Puf.
RICHARDSON,
Laurel, Writing - A Method of Inquiry, in Denzin, Norman K. e Lincoln
(editors) (1994) Handbook of Qualitative Research, London:
Sage, pp 517-529.
ROWLAND,
Robert (1987) Antropologia, História e Diferença,
Porto: Edições Afrontamento.
ROSA,
António Ramos (1999) Pátria Soberana, Vila
Nova de Famalicão: QuasiEdições.
RUIZ,
Manuel Delgado (2002), Estética e Infamia. De la Distinción
al Estigma en Los Marcajes Culturales de Los Jóvenes Urbanos, in
Feixa, Carles; Costa, Carmen; Pallarés (eds) Movimientos juveniles
en la Peníncula Ibérica Graffitis, grifotas okupas,
Barcelona: editorial Ariel, pp. 115-143.
SANTOS,
Boaventura Sousa, (1997, 2001) Um Discurso Sobre As Ciências
Sociais, Porto: Edições Afrontamento.
SANTOS,
Boaventura Sousa, (1997) Para uma concepção multicultural
de direitos humanos, in Identidades, Revista Crítica
de Ciências Sociais, nº 48, Junho, 1997, Coimbra: edições
CES, pp. 11-32.
SANTOS,
Boaventua Sousa (1999), Porque é tão difícil construir
uma teoria crítica?, in A reinvenção da Teoria
Crítica, Revista Crítica de Ciências Sociais,
nº 54 Junho de 1999, Coimbra: edições CES, pp. 197-215.
SENGALEN,
Martine (1999), Sociologia da Família, Lisboa: edições
Terramar .
SARACENO,
Chiara (1997), Sociologia da Família, Lisboa: Editorial
Estampa.
SILVA,
Tomás Tadeu (org); Hall, Stuart; Woodward,
Kathrin (2000) Identidade e Diferença, Petropolis:
editora Vozes.
SILVANO,
Filomena (2001), Antropologia do Espaço,
Oeiras: edições Celta.
SPERBER,
Dan (1992), O saber dos Antropólogos, Lisboa: Edições
70.
VALA,
Jorge; Brito, Rodrigo; Lopes, Dinis (1999), Expressõesdosracismos
em Portugal, Lisboa, Imprensa de Ciências
Sociais.
VALA,
Jorge; Ferreira, Victor Sérgio; Lima, Marcus Eugénio; Lopes,
Diniz (2002), Simetrias e Identidades:
JovensNegros
em Portugal, edição policopiada,
no prelo.
Bibliografia Específica
Antropologia Visual, Cinema
e
Comunicação
ARNHEIM,
Rudolf, (1969), Visual Thinking, London: University of California
Press.
BAZIN,
André (1992), O que é o cinema?, Lisboa: ed.
Livros Horizonte.
BETTON,
Gérard (1987) Estética do Cinema, São Paulo: Editora
Martins Fontes.
COLLIER,
Malcolm, Approches to Analysis in Visual Anthropology, in Leeuwen,
Theo van e Jewitt, Carey (2002), Handbook of Visual Analysis, London: Sage
Publications, pp. 35-60.
DICKEY,
Sara (s/d) , La antropologia y sus contribuciones al estudio de los medios
decomunicacion in http://www.unesco.org/issj/rics153/dickeyspa.html.
GEADA,
Eduardo (1985), O Poder do Cinema, Lisboa: ed. Livros Horizonte.
FITZMAURICE,
Tony, Film and Urban Societies in a Global Context, in Fitzmaurice,
Tony e Shiel, Mark (2001) Cinema and the City, Massachusetts: Blackwell,
pp. 19-29.
GRILO,
João Mário,(1997), A Ordem no Cinema, Lisboa: Relógio
d´Água Editores.
LEEUWEN,
Theo van; Jewitt Carey (2001), Handbook of Visual Analysis, London: Sage
publications.
METZ,
Christian, (1977), A Significação no Cinema, S. Paulo: editorial
perspectiva.
MORIN,
Edgar (1997), O Cinema ou o Homem Imaginário, Lisboa: Relógio
de Água editores.
MONTEIRO,
Paulo Filipe (1996), "Fenomenologias do cinema", in O que é o Cinema,
Revista de Comunicação e Linguagens, Lisboa: edições
Cosmos, pp. 61-112 .
MOSCARIELLO,
Angelo (1985) Como ver um filme, Lisboa: Editorial Presença.
PÉRUSSE,
Dénise (1992) Réception critique et contexte: à propos
du Déclin de l´empire américain, in Cinémas,
Journal of film Studies, Québec, Spring, vol. 2/ nº 2-3, pp.
89-106.
PIAULT,
Marc-Henri, (1985) Anthropologie et cinéma, Enciclopedia Universalis,
pp. 442-449.
PIAULT,
Marc-Henri (1986), "L´Anthropologie à la Recherche de ses
images ", in CinémAction, 3 : 52-57.
RIBEIRO,
José (1993), Da minúcia do Olhar ao Olhar Distanciado, tese
de Mestrado em Comunicação: Universidade Aberta.
RIBEIRO,
José (1999), Les Maîtres Fous, Um Desafio de Rouch aos Antropólogos
em Trabalhos de Antropologia e Etnologia, (2000) Vol. 40 Porto: Gradiva
publicações. lda., pp. 195-202.
RIBEIRO,
José (2001), Colá S. Jon, Oh que Sabe! As imagens,
as palavras Ditas e a Escrita de uma Experiência Ritual e Social
, Santa Maria da Feira: edições Afrontamento.
RIBEIRO,
José (2001), Cinema e Guerra Colonial: representações
da sociedade portuguesa e construção do africano, em A Guerra
Colonial Realidade e Ficção, organizado por Teixeira, Rui
de Azevedo (2001), Lisboa: editorial notícias pp. 285-296.
ROSA,
Gisela Ramos, Olhar a Diferença: um percurso antropológico
sobre as imagens das margens sociais, tese de mestrado em Relações
Interculturais, Lisboa, Universidade Aberta, Junho/2003.
SAMPAIO,
Eleutério, (2000) O mimetismo Emocional e a Televisão, in
Sociologia, Problemas e Práticas, nº 33, 2000, Cies, Lisboa:
Celta, pp. 87-109.
SHIEL,
Mark, Cinema and the City in History and Theory, in Fitzmaurice,
Tony e Shiel, Mark (2001) Cinema and the City, Massachusetts: Blackwell,
pp. 1-27.
STAM,
Robert; SHOHAT Ella (2002), Multiculturalismo, Cine y medios de comunicación,
Barcelona: Paidos.
STAM,
Robert (1997), Tropical Multiculturalism, A comparative History Of Race
in Brasilien Cinema & Culture, London: Duke University Press.
THERIEN,
Gilles (1992) La Lisibilité au cinéma, in Cinémas,
Journal of film Studies, Spring, vol. 2/ nº 2-3, pp. 107- 122.
VANOYE,
Francis; GOLIOT-LÉTE, Anne,(1985) Ensaio Sobre a Análise
Fílmica, S.Paulo: Papirus Editora.
Filmografia
VIEIRA,
Leonel, (1999) "Zona "J, Lisboa.
KASSOWITS,
Mathieu (1995) ´La Haine´.
LIBERDADE,
Kiluanje ; GONÇALVES, Inês ; PIMENTEL, Vasco (1999) "Outros
Bairros", Lisboa: Filmes do Tejo.
Programas Televisivos
SEIXAS,
Maria João (Dez/2000), "Ser Africano em Portugal", in Travessa do
Cotovelo, RTP - Canal 2.
PINHEIRO,
Paula Moura (Dez/2000) "Outros Bairros", in Programa Livres e Iguais -
RTP - Canal 2.
