Jornal of Bone and Mineral Research
(clique aqui para ler o texto na íntegra, no site do Jornal)

September 2000, Volume 15, Number 9
Page 1650

 Osteogenesis Imperfecta Tipo V: Uma Nova Forma de Doença dos Ossos Frágeis*

FRANCIS H. GLORIEUX,1,2 FRANK RAUCH,1 HORACIO PLOTKIN,1 LEANNE WARD,1 ROSE TRAVERS,1 PETER ROUGHLEY,1,2 LJILJANA LALIC,1 DELPHINE F. GLORIEUX,2 FRANÇOIS FASSIER,2 and NICHOLAS J. BISHOP3



   1GeneticsUnit, Shriners Hospital, Montréal, Québec,Canada. 2Departmentsof Surgery and Pediatrics, McGill University, Montréal,Québec,Canada. 3Presentaddress: University of Sheffield, United Kingdom.


Responsável pela tradução: Rita Amaral

RESUMO

A Osteogenesis imperfecta (OI) é  comumente subdividida em quatro tipos clínicos. Entre estes, OI tipo IV claramente representa um grupo heterogeneo de disfunções.

Aqui nós descrevemos 7 pacientes de OI  (3 garotas) que poderiam tipicamente ser classificadas como tendo OI tipo IV mas que podem ser distinguidos de outros pacientes tipo IV. Nós propomos chamar a esta forma da doença de OI tipo V.

Estas crianças têm uma história de fragilidade dos ossos longos e vértebras do corpo que vai de moderada a severa. Quatro pacientes experimentaram pelo menos um episodio de formação de calo hiperplástico. O histórico familiar foi positivo para OI em 3 pacientes, com um padrão autossômico dominante de herança.

Todos os pacientes tipo V tem limitações na pronação/supinação em um ou ambos os antebraços, associados a uma radiologicamente aparente calcificação da membrana interosso. Trêspacientes têm deslocamento da cabeça teradial anterior. Uma fita metafisial, imediatamente adjacente à porção desenvolvida foi uma característica constante nos pacientes em crescimento. A densidade mineral da espinha lombar era baixa e semelhante à dos pacientes de mesma idade com OI tipo IV.

Nenhum dos pacientes do tipo V  apresentou esclerótica azul ou dentinogenesis imperfecta, mas a lassidão dos ligamentos foi similar à dos pacientes com OI tipo IV.

Os níveis dos marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo geralmente estavam dentro da escala de referência, mas a fosfatase alcalina do soro e a excreção urinária de colágeno tipo I N-telopeptidio aumentaram notadamente durante os períodos de formaçao ativa do calo hiperplástico.

A histologia qualitativa da biópsia da amostra do ilíaco mostrou que as lamelas foram arranjadas de maneira irregular ou tinham a aparência semelhante à de uma rede. A histomorfometria quantitativa revelou a diminuiçao da quantidade de osso cortical e de estrutura porosa, como em OI tipo IV. De qualquer forma, em contraste com a OI tipo IV, os parâmetros que  refletem a ativaçao da remodelaçao em células de osso de estrutura porosa foram  geralmente normais em OI tipo V, enquanto os parâmetros que refletem o processo em especial remodelando locais, claramente diminuiram.

O quadro de mutação das regiões de codificação e limites exon/intron de ambos os genes de colágeno tipo I não revelaram qualquer mutação afetando os códons de glicina ou lugares de junção.

Concluindo, OI tipo V é uma nova forma de OI autossômica dominante,  que não parece estar associada com mutações do colágeno tipo I.  O defeito genético que subjaz a esta doença permanece por ser elucidado. (J Bone Miner Res2000;15:1650-1658)

(clique com o botão direito do mouse sobre a imagem e escolha "ver imagem", para ver esta imagem ampliada)

Formações de calos hiperplásticos em OI tipo V - Direitos reservados

Journal Contents Copyright © by The American Society for Bone and Mineral Research. All Rights Reserved. Published by the American Society for Bone and Mineral Research, 1200 19th Street, N.W., Suite 300, Washington D.C., 20036 U.S.A.
Site Meter
[indice] [biblioteca]