Causas
da Osteogênesis Imperfecta
O mecanismo pelo o qual a anomalia genética se traduz em manifestações visíveis da doença é ainda, em grande parte, obscuro. Parece que na Osteogênesis Imperfecta a lesão primitiva reside nos tecidos conectivos. Em alguns casos, foram documentadas profundas alterações das fibras de colágeno e também os componentes não fibrilares do conectivo parecem tomar parte no processo. Com certeza se sabe apenas que na Osteogênesis Imperfecta as células osteoformadoras parecem haver perdido a capacidade de produzir tecido ósseo normal.
Em lugar disso, produzem tecido ósseo fibroso, privado da organização lamelar que representa o fundamento estrutural do osso normal. o qual deve sua resistência mecânica exatamente a esta particular arquitetura interna.
A isto se junta o fato de que existe uma forte diminuição quantitativa do osso produzido, mesmo sendo as células em número normal.
O esqueleto do paciente com Osteogênesis Imperfecta é portanto, qualitativa e quantitativamente afetado, o que explica facilmente as múltiplas fraturas e possíveis deformidades.
Pode-se, todavia,
identificar dois tipos de comportamento do crescimento:
A coloração azul da esclerótica (parte branca do olho) deriva da redução da espessura da própria esclerótica, por diminuição do conteúdo de fibras colágenas, compartilhando a transparência do colorido escuro subjacente. Deve-se, porém, ter cuidado antes de afirmar que o colorido das escleróticas é anormal, pois existem crianças perfeitamente sãs que nos primeiros meses e anos de vida mostram uma ligeira coloração azul da esclerótica.
A surdez pode ser causada pelas anomalias estruturais dos três ossinhos que no ouvido médio asseguram a transmissão do som. A bigorna, o estribo e o martelo. O quadro resultante é o de uma otosclerose. O lasseamento dos ligamentos é diretamente relacionado às anomalias do colágeno, principal constituinte destas estruturas anatômicas.(A surdez não ocorre para todos os portadores de O.I., embora seja de certo modo comum nas formas grave e gravíssima - Nota da tradutora).
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Outros sintomas, como a excessiva sudorese, e a hipotonia e hipotrofia muscular são provavelmente ligados a uma anomalia do metabolismo energético. A hiperidrose seria uma via de (expansão) do calor produzido por um metabolismo glicídico particularmente ativo, que pode subtrair calorias aos músculos.
O problema do metabolismo
energético no que diz respeito a isto não é ainda
conhecido, tendo apenas agora surgido apenas recentemente na pesquisa científica,
particularmente junto aos estudos genéticos.