Causas da Osteogenesis Imperfecta
O mecanismo pelo o qual a anomalia genética se traduz em manifestações visíveis da doença é, ainda, em grande parte, obscuro. Parece que na Osteogenesis Imperfecta a lesão primitiva reside nos tecidos conectivos. Em alguns casos, foram documentadas profundas alterações das fibras de colágeno. Também os componentes não fibrilares do conectivo parecem tomar parte no processo. Com certeza se sabe, apenas, que na Osteogenesis Imperfecta as células osteoformadoras [osteoblastos e osteoclastos] parecem haver perdido a capacidade de produzir tecido ósseo normal. Em lugar disso, produzem tecido ósseo fibroso, privado da organização lamelar que representa o fundamento estrutural do osso normal. o qual deve sua resistência mecânica exatamente a esta particular arquitetura interna. A isto se junta o fato de que existe uma forte diminuição quantitativa do osso produzido, mesmo sendo as células em número normal. O esqueleto do paciente com Osteogenesis Imperfecta é, portanto, qualitativa e quantitativamente afetado; o que explica, facilmente, as múltiplas fraturas e possíveis deformidades.
Nas formas leves, a cartilagem de crescimento não é, ao menos aparentemente, afetada. O desenvolvimento da estatura é, por isso, normal, ao menos se não houver deformações por fraturas viciosamente consolidadas, encurvamentos espontâneos dos ossos dos membros inferiores etc.
Problemas dos órgãos extraesqueletais
A coloração azulada [ou arroxeada] da esclerótica [parte branca do olho] deriva da redução da espessura da própria esclerótica, por diminuição do conteúdo de fibras colágenas, permitindo, a transparência, a observação do colorido escuro subjacente. Deve-se, porém, ter cuidado antes de afirmar que o colorido das escleróticas é anormal, pois existem crianças perfeitamente sadias que nos primeiros meses e anos de vida mostram uma ligeira coloração azul da esclerótica.
A surdez atinge cerca de
30% das pessoas com O.I. e pode ser causada por anomalias estruturais dos
três ossinhos que, na orelha média, asseguram a transmissão
do som: bigorna, estribo e martelo. O quadro resultante é o de uma
otosclerose.
O lasseamento dos ligamentos é diretamente relacionado às
anomalias do colágeno, principal constituinte destas estruturas
anatômicas. A surdez não ocorre para todos os portadores de
O.I., embora seja comum nas formas menos graves. Para saber mais sobre
perda de audição e O.I. clique aqui:
Outros sintomas, como a excessiva
transpiração, a hipotonia e a hipotrofia muscularres são,
provavelmente, ligados a uma anomalia do metabolismo energético.
A hiperidrose [suor em grande quantidade] parece ser uma via de esfriamento
do calor produzido por um metabolismo glicídico particularmente
ativo, que pode subtrair calorias aos músculos. O problema do metabolismo
energético, no que diz respeito a isto, não é ainda
conhecido, tendo surgido apenas recentemente na pesquisa científica,
particularmente junto aos estudos genéticos.