ABORDAGEM FISIOTERAP?UTICA
EM PACIENTES PORTADORES DE Osteog?nese
imperfeita do tipo i
Fisioterapeuta
A
osteog?nese imperfeita é uma doença do tecido conjuntivo de forma generalizada,
transmitida geneticamente podendo ser por gen autossômico dominante ou
recessivo.
Esta
anomalia se deve a uma defici?ncia do colágeno do tipo I, ocasionando ossos
frágeis, acredita-se que o defeito principal é uma falha na ossificaç?o
intramembranosa endoesteal e periosteal e, provavelmente excessiva osteoclasia,
ocasionando um desequilíbrio entre deposiç?o e a reabsorç?o óssea (VIEGAS,
1996).
As
características clínicas s?o variáveis de acordo com cada tipo, sendo que
a mais proeminente é a fragilidade óssea que resulta em arqueamento e fratura
dos ossos. As fraturas múltiplas e precoces podem levar a deformidade de
ossos longos, baixa estatura e em alguns casos incapacidade de andar. Outras
características principais s?o: osteoporose generalizada, dentinog?nese
imperfeita, escleras azuis, defici?ncia auditiva, frouxid?o ligamentar,
levando a hipermobilidade e luxaç?es articulares entre outros.
Sillence
divide a patologia em quatro grupos, esta classificaç?o é mais utilizada
a nível internacional (WEISNTEIN, 2000).
O
tipo I é a forma mais branda da osteog?nese imperfeita, com fraturas ósseas
pós-nascimento e deformidades moderadas e fragilidade menos grave que nos
outros tipos.
Tipo
II s?o os mais graves envolvidos e a maioria dos beb?s morrem no período
perinatal. Esses beb?s s?o extremamente frágeis e sofrem múltiplas fraturas
ainda no útero materno.
Tipo
III sofrem fraturas espontâneas, seu prognóstico é severo, na maioria das
vezes estes pacientes s?o impossibilitados de andar, muitos morrem por
insufici?ncia respiratória durante a primeira infância ou pouco depois.
Tipo
IV prognóstico de leve a moderado, a fragilidade óssea dos afetados por
este tipo se manifesta com freqü?ncia através da curvatura dos ossos longos.
Pode ser diferenciado do Tipo I por haver um envolvimento ósseo mais grave
e um grau de osteoporose mais elevado.
Neste
trabalho será adotada a classificaç?o de Sillence, OI do tipo I o qual
apresenta melhor condiç?o para atividades funcionais, abordando os recursos
atualizados em fisioterapia disponíveis na reabilitaç?o destes pacientes,
enfatizando membros inferiores.
MATERIAIS
E MÉTODOS
Através
de um levantamento bibliográfico com artigos nacionais e internacionais
realizamos nesta monografia uma abordagem fisioterap?utica para pacientes
portadores de osteog?nese imperfeita do tipo I, segundo classificaç?o de
Sillence, obtendo materiais através de livros, artigos, teses, das faculdades
UNIBAN, Saúde Pública; Escola Paulista de Medicina, Bireme,
sendo a maioria entre o período de 1990-2001, utilizando como palavras-chave:
osteog?nese imperfeita, reabilitaç?o e fisioterapia.
OSTEOG?NESE
IMPERFEITA
HISTÓRICO
No
final do século XVIII e início do século XIX apareceram as primeiras descriç?es
de literatura salientando as características de indivíduos de uma mesma
família apresentando extrema fragilidade óssea. O primeiro relato da descriç?o
científica foi feita por Eckmann, um cirurgi?o militar, que elaborou uma
tese sobre osteomalácia cong?nita, em 1788 (AZEVEDO, 2000). Posteriormente,
em 1833, Lobstein descreveu vários descendentes de uma mesma família com
uma grave forma cong?nita de fragilidade óssea, denominando-a de osteopsatirose.
Vrolik,
em 1849, descreveu a forma letal, em que o paciente apresenta múltiplas
fraturas ao nascimento, falecendo geralmente nos primeiros dias de vida,
devido a hemorragias cranianas torácicas abdominais. Este autor descreveu
a patologia usando o termo osteog?nese imperfeita pela primeira vez (OI)
(WEISNTEIN, 2000).
Looser,
em 1906, classificou a OI em dois tipos: OI cong?nita, caracterizada pela
presença de numerosas fraturas ao nascimento, que nesta época podia ser
conhecida como doença de Vrolik, e OI tardia, na qual as fraturas ocorrem
após o período perinatal, conhecida também por doença de Lobstein ou doença
de Eckamnn-Lobstein (tachdjiaN,
1995). Em 1912, Adair Dighton associou a perda de audiç?o ? fragilidade
óssea.
Seedorf
em 1949, subclassificou a OI tardia em dois tipos: tardia grave, na qual
a primeira fratura ocorre no primeiro ano de vida (estas crianças subseqüentemente
desenvolvem graves deformidades dos ossos longos e coluna), e tardia leve,
na qual a primeira fratura ocorre após o primeiro ano de vida e a deformidade
e incapacidade n?o s?o t?o grandes. Falvo subdividiu a forma tardia em
tipo I aqueles casos com encurvamento de ossos longos e tipo II sem encurvamentos.
Sillence
e Danks em 1979, em um estudo em Victória, Austrália, delinearam quatro
tipos geneticamente distintos de OI, dois com traço autossômico dominante
e dois com traços autossômicos recessivo (tachdjiaN,
1995).
ETIOLOGIA
Os
exames histológicos e bioquímicos realizados em pacientes portadores de
OI demonstraram que constitui uma doença hereditária do tecido conjuntivo
caracterizado por um defeito do colágeno do tipo I, sendo responsável pela
patologia (BURNS, 1999).
A
principal forma de colágeno do osso é o tipo I, responsável por cerca de
90% do colágeno corporal e também o maior componente da pele. O tipo I
é ordenado por duas cadeias chamadas a1 (I) e a2 (I). Atualmente sabe-se
que os genes dos cromossomos 17 e 7, respectivamente s?o os codificadores
deste tipo de cadeias.
Uma
falha genética causando a ocupaç?o de uma molécula por outra dentro das
cadeias dos polipeptídios modificará toda a organizaç?o do esqueleto protéico.
Desta forma, um erro na seqü?ncia molecular do colágeno causará uma falha
em toda a estrutura, resultando na fragilidade do órg?o afetado.
A
falha genética nos casos de OI do tipo I, o qual será abordado neste trabalho
se faz por um traço autossômico dominante ou por mutaç?es espontâneas (BRUSCHINI,
1998).
HEREDITARIEDADE
As
possibilidades dos genitores com um filho afetado por OI terem um segundo
filho atingido pela mesma doença é de 50% para as formas dominantes e de
25% para as formas recessivas e para as formas esporádicas sem precedentes
familiares, o risco é de 2 a 5% (osteogenesis
imperfecta, site brasileiro, 1998).
INCID?NCIA
A
incid?ncia geral independentemente das origens, de acordo com Wynne-Davies
é de 1:20.000 nascimentos vivos (tachdjiaN,
1995).
A
classificaç?o da doença, no entanto varia conforme o autor, dificultando
assim o quadro preciso da incid?ncia. N?o há incid?ncia relacionada com
o sexo.
Na
populaç?o inglesa do Reino Unido a doença atinge cerca de 6:100.000 nascimentos
vivos. Na América Latina, incluindo o Brasil o levantamento epidemiológico
efetuado por Orioli (1986-ECLAMC) no período de 1978-1983 mostrou uma preval?ncia
de 4,3:100.000 nascimentos vivos (BRUSCHINI, 1998).
A
incid?ncia depende muito também do tipo de OI. No tipo I a incid?ncia é
de 1:30.000 nascimentos vivos. Alguns autores relatam que a incid?ncia
no tipo I n?o pode ser precisa, pois alguns casos n?o s?o diagnosticados,
sendo tratados como fraturas comuns (tachdjiaN,
1995).
QUADRO
CLÍNICO
Na
classificaç?o de Sillence, o tipo I é a forma mais freqüente, atingindo
aproximadamente 80% dos casos, sendo a forma mais branda da doença. O esqueleto
do paciente com OI é qualitativa e quantitativamente afetado, o que explica
facilmente as múltiplas fraturas e possíveis deformidades.
Em
média os indivíduos apresentam de vinte a trinta fraturas antes da puberdade,
mas elas podem acontecer em menor número. O início das manifestaç?es pode
ocorrer em qualquer período antes do nascimento até a adolesc?ncia avançada,
e raramente se inicia na vida adulta. As fraturas consolidam numa velocidade
normal, em geral com deformidade que tende a diminuir com o crescimento
longitudinal contínuo.
As
mulheres adultas costumam voltar a ter fraturas depois da menopausa.
As
características clínicas mais comuns s?o:
1.Fragilidade
óssea:
resulta em arqueamento e fratura, principalmente de ossos longos e calibrosos,
os quais consolidam com várias deformidades, como o encurvamento anterior,
medial, lateral ou posterior, pode ocorrer pseudo-artrose se a fratura
n?o for imobilizada.
Fraturas
múltiplas ocorrem por traumas mínimos, como por exemplo, uma tens?o súbita
de um músculo (tachdjiaN,
1995).
As
alteraç?es ósseas s?o variadas, dependendo do tipo de acometimento, o que
resulta em diferentes aspectos radiológicos, de difícil visualizaç?o.
Em
1992, Hanscom et al, propuseram uma classificaç?o baseada na severidade
do comprometimento radiográfico dos pacientes, tendo analisado as radiografias
de 43 portadores de OI.
Classificaç?o
de Hanscom (1992):
Tipo
A: forma leve de OI, mantém
contornos vertebrais.
Tipo
B: encurvamento dos ossos
longos com cortical larga. A pélvis mantém os contornos.
Tipo
C: encurvamento dos ossos
longos com cortical fina e protus?o acetabular desenvolvida entre cinco
e dez anos de idade.
Tipo
D: as mesmas características
do C associadas a cistos nas regi?es metafisária dos ossos longos em torno
dos 5 anos de idade. As epífises fecham precocemente em torno dos 15 anos
de idade.
Tipo
E: as deformidades resultam
em incapacidade extrema, e a cifoescoliose é precoce e muito grave. Nos
ossos longos quase n?o se visualizam as corticais.
Tipo
F: desabamento completo
das costelas, incompatível com a sobrevida (Bruschini,
1998).
2.Esclerótica
Azul:
presente por toda a vida. O azulado das escleras é causado pela espessura
fina de sua camada de colágeno total, mas uma estabilidade normal ? polimerizaç?o.
A fina espessura ou a transpar?ncia da esclera permite a visibilidade do
pigmento intraocular, o qual pode variar de azul escuro a azul claro. Pode
ocorrer deslocamento da retina. Hiperotropia está constantemente freqüente,
mas a vis?o n?o está alterada (tachdjiaN,
1995).
Deve-se,
porém, ter cuidado antes de afirmar que o colorido das escleróticas é anormal,
pois existem crianças perfeitamente s?s que nos primeiros meses e anos
de vida mostram um ligeiro tom azulado da esclerótica.
A
presença ou aus?ncia deste sinal n?o interfere na gravidade do quadro ósseo.
3.Surdez: está
presente em 40% dos casos do tipo I. A perda da audiç?o pode ser devido
ao colabamento do conduto auditivo, devido a otosclerose, tipo nervoso,
causada pela press?o no nervo auditivo quando ele emerge do crânio.
A
otosclerose resulta da proliferaç?o de cartilagem, e a sua calcificaç?o
produz esclerose da porç?o petrosa do osso temporal. Raramente a perda
auditiva é detectada antes da segunda década, mas depois pode progredir
gradualmente até surdez profunda entre a quarta e a quinta década de vida
(tachdjiaN, 1995).
4.Pele
Fina:
facilidade de apresentar equimoses ou hematomas (Jones,
1998).
5.Dentinog?nese
imperfeita:
os pacientes do tipo I s?o subdivididos em dois subgrupos, com base na
presença ou aus?ncia de dentinog?nese imperfeita (weinstein,
2000).
IA-dentinog?nese
imperfeita ausente;
IB-dentinog?nese
imperfeita presente.
Os
dentes s?o afetados por causa da defici?ncia da dentina. Os dentes decíduos
e os permanentes quebram-se facilmente e s?o propensos a cáries, e as restauraç?es
n?o se fixam bem. É comum a descoloraç?o marrom-amarelada ou azul translucente
dos dentes. Os incisivos inferiores os quais surgem primeiro, s?o os mais
afetados (tachdjiaN, 1995).
6.Baixa
estatura: no nascimento,
a estatura da criança com OI está dentro dos limites normais. No entanto,
com o crescimento, essa normalidade vai diminuindo, sendo mais comum devido
?s deformidades, principalmente dos membros inferiores causadas pela angulaç?o
e cavalgamento das fraturas, distúrbios do crescimento nas epífises e importante
cifoescoliose.
Observa-se
nos adultos a diminuiç?o da estatura decorrente da platispondilia progressiva
e da cifose devido ? osteoporose da coluna vertebral.
7.Crânio:
parece ser maior em relaç?o ao corpo, mas n?o em relaç?o ? idade (Salter,
1985).
8.Deformidade
da coluna vertebral:
desenvolve-se por causa da combinaç?o de osteoporose, fraturas por compress?o
das vértebras entre os espaços dos discos cartilaginosos e hiperfrouxid?o
ligamentar.
Cifoescoliose
pode ser grave e incapacitante, e está presente em 20 a 40% dos casos.
O tipo de curva mais comum é a escoliose torácica, alguns pacientes desenvolvem
espondilolistese devido ao alongamento dos pedículos (tachdjiaN,
1995). Pode haver também platispondilia, vértebras bicôncavas (WEINSTEIN,
2000).
9.Rosto
de forma triangular:
o calvário protuberante causa uma desproporç?o craniofacial, dando uma
forma triangular, ? face (de duende) (tachdjiaN,
1995).
10.Hipermobilidade
articular e Musculatura frágil:a
hipermobilidade se deve ? frouxid?o ligamentar; os músculos s?o hipotônicos,
mais provavelmente por causa de múltiplas fraturas e deformidades.
11.Anomalias
cardiovasculares:
o prolapso da válvula mitral e a dilataç?o aórtica sem complicaç?es t?m
sido raramente referidos.
12.
Dor: as dores agudas
e crônicas podem ser associadas ?s múltiplas fraturas, colapsos vertebrais,
associadas nas articulaç?es, osteoartrites, contraturas, deformidade ou
mau alinhamento dos membros e dores abdominais recorrentes.
A
abordagem da dor, em portadores de OI, tanto em adultos como em crianças,
requerem avaliaç?o adequada e a implementaç?o de um regime que deveria
visar as multifacetadas formas de dor aguda e crônica. Com o aumento da
longevidade de indivíduos com OI, a incid?ncia de síndromes dolorosas relacionadas
a mudanças degenerativas conseqüentes da velhice, aparece mais fortemente.
A
dor nas costas é um problema a ser muito considerado, para a maioria dos
pacientes com OI, coletes e suportes s?o usados apenas em crianças com
fus?o, pois s?o restritivos e freqüentemente causam dificuldade na respiraç?o,
uma boa opç?o s?o os protetores pneumáticos para apoiar as costas e minimizar
a dor. Procedimento cirúrgico é recomendável em casos de excessiva escoliose
a partir de 50 graus. Todos esses procedimentos t?m como metas principais:
estabilizar a coluna vertebral logo cedo e minimizar efeitos adversos da
funç?o pulmonar (MARINI, 1997).
Nestes
casos uma abordagem interdisciplinar no tratamento da dor é a atitude mais
recomendada.
A
maioria das crianças com osteog?nese imperfeita tem intelig?ncia normal
ou acima da média, mas infelizmente s?o freqüentemente isoladas e infantilizadas
por causa do receio das fraturas (Burns,
1999).

Algumas características clínicas
dos portadores de OI.
Fonte:
TACHDJIAN, 1995, p. (775).
ACOMETIMENTO
DE MEMBROS INFERIORES
Os
membros inferiores s?o afetados mais freqüentemente, já que s?o mais propensos
ao trauma. O f?mur é fraturado mais comumente que a tíbia.
A
fratura geralmente está localizada na convexidade do osso e usualmente
é transversa, com deslocamento mínimo.
O
encurvamento resulta das múltiplas fraturas transversas dos ossos longos
e da traç?o dos fortes músculos. A deformidade das extremidades articulares
dos ossos longos pode ser outro fator na deformidade contratural das articulaç?es
(TACHDJIAN, 1995).
Os
ossos longos podem mostrar-se esguios, com afunilamento do corpo diafisário,
podem estar espessados e com relativa osteopenia, ou podem apresentar áreas
císticas múltiplas (ROCKWOOD, 1993).
Na
metade distal do f?mur, a deformidade é em angulaç?o antero lateral, na
extremidade proximal do f?mur geralmente existe uma diminuiç?o do ângulo
cervicodiafisário com uma deformidade em coxa vara. Pode haver protus?o
acetabular.
A
parte proximal do f?mur é angulada antero lateralmente. A angulaç?o anterior
do f?mur e da tíbia combinadas dá a apar?ncia de uma contratura em flex?o
do joelho que é compensada em parte por uma deformidade em hiperextens?o
da articulaç?o do joelho.
Um
membro inferior pode estar em posiç?o valgo e outro desvio em varo.
O
pé valgo é um achado físico freqüente. Luxaç?o recidivante da articulaç?o
patelofemural n?o é comum, predispondo o paciente a quedas e fraturas (tachdjiaN,
1995).
Os
pacientes geralmente sofrem fraturas depois de terem alcançado a idade
em que começam a andar, associados a episódios de quedas e outros eventos
traumáticos. A freqü?ncia das fraturas diminui após a puberdade (WEINSTEIN,
2000).


F?mur, tíbia e fíbula na osteog?nese
imperfeita.
Fonte:
TACHDJIAN, 1995, p. (765).
Em
0.I tipo I há uma demora no desenvolvimento motor, 95% em comparaç?o com
a populaç?o normal. Em tipo III, o desenvolvimento motor de todos estava
significativamente atrasado comparado a tipos I e IV com uma discrepância
entre desenvolvimento motor estático e desenvolvimento motor dinâmico.
No tipo IV, um retardamento no desenvolvimento motor desenvolvido depois
que a criança conseguiu sentar sem apoio foi detectado. Desenvolvimento
motor em tipos I e IV n?o foram influenciados por hastes intramedulares
de membros inferiores, desde que as hastes foram colocadas antes da criança
ficar em pé (ENGELBERT, 2000).
QUALIDADE
ÓSSEA
Como
resultado do desequilíbrio entre a deposiç?o e a reabsorç?o óssea, o osso
cortical e as trabéculas do osso esponjoso permanecem extremamente finos
– é a osteoporose do tipo cong?nita. (Salter,
1985).
A
morfologia das células e da matriz n?o é consistente em todo espectro da
síndrome. A quantidade de ossos tramados é maior do que nos controles normais
(tachdjiaN, 1995).
As
trabéculas ósseas s?o finas e n?o tem padr?o trabecular organizado. Podem
ser encontradas espículas fraturadas de trabéculas. A matriz intracelular
está diminuída e como resultado existe uma abundância de osteócitos.
Os
osteoclastos s?o morfologicamente normais, embora eles pareçam ser numerosos
e tenham um número aumentado de superfícies de reabsorç?o. O grande número
de osteoblastos e osteoclastos, o grande tamanho dos osteoblastos e a abundância
de tecido osteóide cobrindo as finas trabéculas ósseas indica um aumento
das trocas ósseas.
As
lamelas no osso lamelar s?o finas e delicadas. ? microscopia eletrônica,
as fibras de colágeno n?o se agregam em feixes de espessura normal e, elas
organizam-se em filamentos finos e frouxamente compactados.
A
zona calcificada das placas de crescimento é fina e vasos sanguíneos metafisários
permeiam a cartilagem da placa de crescimento. Est?o presentes números
variados de ilhas de cartilagem na regi?o metafisária justa-epifisária.
Os centros de ossificaç?o secundária na epífise t?m atraso na maturaç?o
e as ilhas residuais de cartilagem permanecem na epífise.
Quando
há uma fratura, o calo endostal da fratura é primariamente cartilaginoso
e a reaç?o periostal é abundante, consistindo principalmente de osso tramado.
A
massa da cartilagem na OI consiste de água e proteoglicanas mais do que
de colágeno. As extremidades epifisárias cartilaginosas dos ossos longos
s?o desproporcionalmente grandes e tem alguma irregularidade da superfície
articular.
Os
achados anatômicos gerais consistem de osteopenia, diminuiç?o em tamanho
e deformidades esqueléticas secundárias ? fratura e distúrbio assimétrico
do crescimento epifisário. Os ossos longos s?o delgados e menores do que
o normal. As corticais s?o semelhantes ? casca de ovo, com escassez da
esponja medular do osso.
Haverá
evid?ncia de fraturas recentes ou consolidadas com variados graus de deformidades
angulares ou torcionais (tachdjiaN,
1995).

Histologia da Osteog?nese Imperfeita
Há
abundância relativa de osteócitos com
diminuiç?o da matriz celular. Os osteoclastos s?o normais, mas o número
de superfícies para reabsorç?o está aumentado.
Fonte: TACHDJIAN,
1995, p. (764).

Os
portadores de OI t?m a cortical mais estreita e, conseqüentemente,
o
osso mais frágil, o que o torna menor.
Fonte: OLIVEIRA,
2001, p. (12).
RADIOGRAFIAS
Nas
radiografias, o achado consistente nestes pacientes é a marcante osteoporose,
com osso cortical delgado e evid?ncia de fraturas passadas, com uni?o angular
defeituosa (ROCKWOOD, 1993).
No
canal medular as trabéculas ósseas est?o com aspectos semelhantes a uma
pena. Pode haver linhas indicando períodos transitórios de parada do crescimento
fisário.
A
radiografia pode mostrar fraturas em vários estágios de consolidaç?o.
Encurvamento
dos ossos longos é comum, isto é devido a microfraturas e fraturas por
estresse ou consolidaç?o viciosa das fraturas (tachdjiaN,
1995).

Perna esquerda com material de síntese
metálica (frente e lado).
Fonte:
OLIVEIRA, 2001, p. (14).
DIAGNÓSTICO
O
subseqüente desenvolvimento de múltiplas fraturas patológicas, acompanhadas
de calo e deformidades, estabelece fortemente o diagnóstico, mas antes
do surgimento de múltiplas fraturas o diagnóstico inicial da OI pode ser
difícil. A presença de ossos wornianos nas radiografias cranianas é um
achado relativamente específico na OI, que pode auxiliar no diagnóstico
precoce (ROCKWOOD, 1993).
N?o
existem anormalidades laboratoriais específicas para o diagnostico da OI.
Os níveis de cálcio e fósforo sérico est?o normais. O nível de fosfatase
alcalina pode estar aumentado (tachdjiaN,
1995).
O
diagnóstico deve basear-se na historia clínica, nos achados radiológicos
e no exame físico.
Recentemente
tornou-se importante a necessidade de um diagnóstico pré-natal de deformidades
cong?nitas como é o caso da OI do tipo I, para o planejamento familiar
(Bruschini, 1998). As técnicas
utilizadas para este fim, s?o os estudos radiográficos do abdômen materno,
a ultra-sonografia e a análise bioquímica do vilo corial.
A
única área onde os atuais conhecimentos da bioquímica molecular beneficiam
a vida das famílias de pacientes com OI, é a do diagnostico pré-natal.
Em
1982, CHERVENAK et al, através da ultra-sonografia observaram encurtamento
e encurvamento leve de ossos longos em um feto com OI do tipo I estudado
entre a 20? e a 38? semana de gestaç?o.
Através
da análise do colágeno do tipo I produzido pelas células fetais do vilo
corial pode-se excluir o diagnóstico ou identificar o feto afetado.
É
possível diagnosticar a doença no período fetal, quando o colágeno tipo
I se encontra reduzido nas culturas de células de vilo corial.
Recomenda-se
o método ultrassonográfico seriado associado ao estudo radiológico confirmatório,
no diagnóstico pré-natal da OI.
Atualmente
a ultra-sonografia seriada entre a 14? e 20? semana de gestaç?o, é o método
de excel?ncia indicado para o diagnóstico pré-natal.
DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
RaquitismoHipofosfat?mico
Familiar
As
alteraç?es ósseas surgem quando a criança inicia a marcha. Radiologicamente
apresentam desmineralizaç?o óssea, ossos longos encurvados e metáfises
irregulares do tipo taça.
Osteoporose
Idiopática Juvenil
Etiologia
desconhecida manifesta-se na pré-puberdade, com evoluç?o autolimitada e
remiss?o em cerca de cinco anos. O cálcio sérico mantém-se baixo (Bruschini,
1998).
Síndrome
da Osteoporose-Pseudoglioma
Apresenta
uma rarefaç?o generalizada dos ossos longos e coluna, porém as alteraç?es
oculares, como microftalmia, macrocórnea e opacidade corneana, identificam
esta patologia como entidade isolada (Bruschini,
1998).
Síndrome
da Criança Espancada
Nesta
última a dentinog?nese imperfeita, escleras azuis e a forma típica do crânio
da OI est?o ausentes, apesar de que a OI pode se apresentar sem escleras
azuis ou anormalidades dos dentes. Na criança espancada, as fraturas ocorrem
mais nas metáfises e geralmente há evid?ncia de trauma das partes moles.
Os hematomas s?o um fator da OI, mas na criança espancada, os hematomas
melhorar?o e desaparecer?o quando a criança estiver em um ambiente protegido.
PROGNÓSTICO
Há
uma tend?ncia gradual ? melhora, decrescendo a incid?ncia de fraturas geralmente
após a puberdade. Isto ocorre devido ? aç?o dos hormônios sexuais, os quais
tomam parte na formaç?o da matriz. No entanto a mulher quando chega na
época da menopausa volta a ter mais fraturas. Com a maturidade, também
o paciente aprende como prevenir as quedas e as fraturas. Quanto ? altura,
as crianças com osteog?nese imperfeita s?o baixas, abaixo do percentil
vinte e cinco (tachdjiaN,
1995).
Spranger
et al, em um estudo clínico e radiológico de 47 casos de recém-nascidos
com OI conceberam um sistema de escores para codificar o grau de alteraç?es
esqueléticas e dar um prognóstico mais acurado. Um escore de 2,7 ou mais
tem uma mortalidade prospectiva de 88%, enquanto que os escores de 2,6
ou menos t?m uma taxa de sobrevida de 99%. Os recém-nascidos com um acentuado
encurvamento de seus membros inferiores, alteraç?es menos graves no crânio,
costelas, vértebras e braços e escleras normais, sobrevivem e t?m poucas
ou nenhuma fratura conforme crescem. Em alguns deles, os membros encurvados
podem endireitar-se espontaneamente (TACHDJIAN, 1995).
|
Crânio
|
0=
1= 2= 3= |
Normal
Alguns
ossos wornianos Múltiplos
ossos wornianos Calvário
n?o-ossificado |
|
Costelas
|
0=
1= 2= 3= |
Normal
0-2
fraturas, costelas finas Mais
do que 2 fraturas, costelas finas Inumeráveis
fraturas, costelas grossas |
|
Vértebras
|
0=
1= 2= 3= |
Normal
Achatamento
leve dos ossos Achatamento
moderado dos ossos Achatamento
acentuado dos ossos |
|
Ossos
Longos
|
0=
1= 2= 3= 4= |
Normal
Osteopenia, diáfise
normal ou fina, reta ou discretamente encurvada, sem fraturas. Mesmo
que 1, com mais fraturas. Osteopenia,
encurvamento acentuado de diáfise normal ou excessivamente modelada (fina),
com ou sem fraturas visíveis. Diáfise
curta, grossa, “triturada” ou “telescopada”. |
Sistema de Escore para Osteog?nese
Imperfeita.
Fonte:
TACHDJIAN, 1995, p. (785).
TRATAMENTO
TRATAMENTO
MEDICAMENTOSO
Diversas
drogas foram utilizadas na tentativa de se obter um aumento na resist?ncia
óssea dos pacientes com OI, mas infelizmente n?o existe uma medicaç?o que
tenha aç?o especifica e com resultados absolutos (Bruschini,
1998).
A
seguir alguns medicamentos que tem sido utilizados como tratamento da OI.
1.Hormônios
sexuais
Sabe-se
que nos tipos mais leves como o tipo I da OI, quando as crianças atingem
a puberdade e a adolesc?ncia ocorre uma diminuiç?o acentuada das fraturas,
devido ao efeito dos hormônios sexuais sobre os osteoblastos, que apresentam
receptores androg?nicos e estrog?nicos. Através desta premissa surgiram
pesquisas de tratamento utilizando hormônios gonadais, na tentativa de
aumentar a resist?ncia óssea dos portadores de OI. Os trabalhos realizados
na literatura com este tipo de droga mostraram resultados duvidosos e,
na maioria das vezes, com efeitos colaterais indesejáveis, como puberdade
precoce, invers?o dos caracteres sexuais secundários e fechamento prematuro
da epífise de crescimento.
A
administraç?o de estrógenos e andrógenos, entretanto n?o resultou nos efeitos
esperados como também produziu efeitos indesejáveis.
2.
Fluoreto de sódio
Sua
administraç?o promoveu uma diminuiç?o de fraturas em alguns pacientes,
em curto prazo, esses resultados, entretanto n?o se prolongaram, durante
este período de terapia com fluoreto de sódio n?o houve alteraç?es significativas
nos estudos do equilíbrio do cálcio e do fósforo. Acredita-se que o fluoreto
de sódio inicialmente promova aumento de densidade óssea (período em que
diminuem as fraturas), e que em médio prazo leve a uma depress?o na formaç?o
do colágeno dificultando a organizaç?o óssea.
3.Óxido
de Magnésio
O
uso de óxido de magnésio foi promovido pelo trabalho de Solomons et al,
o qual constatou que o colágeno ósseo de pacientes com OI é um inibidor
de calcificaç?o in vitro, quando o colágeno da OI é tratado com pirofosfato
na presença de íons magnésio, esta inibiç?o era removida. O grupo de Solomons
observou também os níveis séricos e urinários do pirofosfato. Estas investigaç?es
relatavam uma diminuiç?o na taxa de fratura durante a administraç?o de
óxido de magnésio para pacientes com a doença, mas os estudos posteriores
n?o confirmaram os efeitos benéficos do óxido de magnésio (TACHDJIAN, 1995).
4.Calcitonina
Esta
por sua vez inibe a reabsorç?o óssea ao mesmo tempo em que promove um aumento
da massa óssea total. Castels et al, mostraram que a calcitonina supre
as trocas ósseas excessivas e sugerem que o tratamento em longo prazo seria
de ajuda. N?o s?o disponíveis neste momento dados definitivos sobre a eficácia
da calcitonina na diminuiç?o de fraturas. Existem muitos fatores variáveis,
e é difícil avaliar a sua efetividade (TACHDJIAN, 1995).
5.
Vitamina D
Foi
usada inicialmente por GRIFFITH, em 1897 e mantida por muito tempo como
medicamento preconizado. Seu uso foi benéfico para aqueles pacientes que
apresentavam raquitismo associado e seu efeito adverso foi notado por vários
autores.
6.Pamidronato
e Bisfosfonatos
Pamidronato
é uma medicaç?o que pertence a uma família farmacológica chamada bisfosfonatos.
A ampla aç?o dessas drogas para diminuir a taxa de reabsorç?o dos ossos
conduz ao aumento da densidade óssea. A resposta ao tratamento tem sido
extremamente importante; as dores t?m diminuído significativamente, mobilidade
e independ?ncia aumentada, incid?ncia de fraturas reduzidas quando comparada
com a incid?ncia antes do tratamento.
A
terapia por meio dessas drogas ainda n?o é cientificamente comprovada,
mas estudos indicam que este é o melhor caminho a ser seguido para encontrar
uma melhor qualidade de vida, apesar de n?o serem curativos.
Para
que os efeitos do Pamidronato sejam potencializados no organismo dos pacientes
é fundamental que as crianças ingiram, no mínimo mil miligramas diários
de cálcio. “O Pamidronato funciona como um veículo para fixar o cálcio
no osso. Se o organismo n?o possuir uma dose mínima de cálcio para ser
transportada, os efeitos podem ser reduzidos. Por isso, a dieta é muito
importante” (PLOTKIN, 2000).
O
tratamento com Pamidronato em pacientes menores de 3 anos de idade afetados
por OI é seguro, aumenta a densidade óssea mineral e diminui a taxa de
fraturas (PLOTKIN, 2000).
TRATAMENTO
ORTOPÉDICO-CIRÚRGICO
O
objetivo do tratamento é proporcionar o máximo de funç?o possível. Com
o crescimento da criança a taxa de fraturas diminui progressivamente por
causa do aumento da coordenaç?o, melhor autocontrole emocional e aumento
da resist?ncia óssea. Entretanto com o crescimento da criança outros problemas
(como escoliose) desenvolvem-se, os quais requerem atenç?o ortopédica.
Uma vez que os problemas variam com a idade da criança, o tratamento é
discutido em relaç?o aos vários grupos etários.
Na
criança recém-nascida, geralmente as fraturas recentes n?o requerem tratamento
especial, o uso de talas plásticas pode ajudar, sendo que estas fraturas
consolidar?o dentro de duas semanas (TACHDJIAN, 1995).
A
imobilizaç?o dever ser pouco utilizada, para evitar o aumento da osteopenia
e maior risco de fraturas, ao mesmo tempo deve ser mantido um alinhamento
ósseo adequado.
Os
ossos frágeis da OI necessitam de suporte a fim de permitir manter a postura
ereta. Cirurgicamente o suporte pode ser proporcionado pela fixaç?o interna
com hastes intramedulares; em alguns casos a deformidade dos ossos longos
é corrigida simultaneamente através de osteotomias múltiplas. Um meio alternativo
de proporcionar suporte é com o uso de órteses; as convencionais ou as
talas em calças pneumáticas.
Órteses
S?o
de materiais termoplásticos utilizados para posicionamento externo, favorecendo
o ortostatismo e a deambulaç?o. Deve ser instituído um programa de exercícios;
ele é considerado um modo individual para o paciente. O objetivo é o desenvolvimento
máximo de força muscular (TACHDJIAN, 1995).
Talas
em Calças Pneumáticas
As
talas em calças pneumáticas, cheias de ar e muito leves suportam os frágeis
ossos longos osteoporóticos na OI, n?o s?o incomodas e s?o muito bem toleradas
pela criança. Elas permitem que a criança fique em pé, melhorando a sua
mobilidade e a saúde geral e proporcionando novas perspectivas psicológicas.
As talas em calças pneumáticas n?o eliminam as tens?es gravitacionais de
carga e estimulam a osteog?nese nos ossos afetados; isto é o oposto ? técnica
de fixaç?o medular com hastes, na qual ocorre osteoporose extrema ao redor
das hastes.
N?o
há complicaç?es causadas pelas talas pneumáticas.
Apesar
das vantagens, essas talas n?o s?o usadas na América do Norte, provavelmente
a n?o disponibilidade comercial e a falta de experi?ncia s?o fatores na
sua impopularidade (TACHDJIAN, 1995).
Fixaç?o
com Haste Intramedular
Esta
técnica foi descrita em 1959 por Sofield e Millar. As condiç?es para colocaç?o
de haste s?o: deformidades progressivas dos ossos longos, interferindo
com o uso de suporte ortótico, prejuízo das funç?es e multiplicidade de
fraturas.
Em
geral a fixaç?o intramedular com haste n?o deve ser realizadas até que
a criança tenha pelo menos dois anos de idade. A fixaç?o geralmente é realizada
em ossos longos, pois em ossos finos os canais medulares s?o muito pequenos,
podendo ser impossível.
Há
dois tipos de hastes: a sólida (ou fixa) e a telescopada (ou extensível).
A
desvantagem da haste sólida é que o crescimento do osso longo para além
das extremidades da haste necessita uma reoperaç?o e recolocaç?o de uma
haste mais longa, dependendo do osso e idade do paciente, pode ser necessária
uma nova haste cada dois a quatro anos.
Em
1963 Bailey e Dubow introduziram os dispositivos extensíveis de fixaç?o
intramedular para diminuir a necessidade de reoperaç?o devido ao crescimento
ósseo. A haste telescopada alonga-se com o crescimento longitudinal do
osso, apesar de que a haste intramedular extensível pode n?o se estender
devido a angulaç?es n?o detectadas, irregularidades ou enrugamentos.
Ela
consiste de uma cobertura tubular externa com uma extremidade destacável
em forma de T, que pode ser desparafusada e parafusada no local com um
perfurador e uma haste obturadora interna com uma extremidade em T sólida.
As extremidades em forma de T s?o ancoradas dentro das epífises, com o
crescimento ósseo longitudinal, a haste telescopante alonga (tachdjiaN,
1995).
Problemas
e complicaç?es, a extrema osteoporose pode estar associada com a fixaç?o
intramedular da haste, com o osso quase desaparecendo por causa da falta
de tens?o. Outros problemas e complicaç?es s?o o encurvamento e fratura
da haste, migraç?o da haste, parada do crescimento, pseudoartrose, retardo
de consolidaç?o e fraturas adjacentes ?s extremidades da haste. A perda
sanguínea geralmente é grave, com uma morbidade significativa e morte ocasional.
As
hastes extensíveis s?o mais propensas a entortar, principalmente em uma
queda, n?o mantendo a extensibilidade com o crescimento (tachdjiaN,
1995).
Resultados
publicados pelo Children’s Hospital, Sheffield em 1989, os autores apresentaram
experi?ncias utilizadas em 24 crianças portadoras de OI ao fazerem modificaç?es
no sistema Bailey-Dubow.
Pinos intramedulares.
Fonte: RATLLIFE, 2000, p. (258).
Antes
da cirurgia somente 8 entre 24 crianças tiveram condiç?es de andar, porém
com a revis?o 20 delas já estavam andando, 15 sem aparelhos auxiliares.
As hastes de alongamento intramedular est?o disponíveis a todas as crianças
com OI tardia, de forma a melhorar a sua capacidade de andar, reduzindo
o número de fraturas, prevenindo deformidades e permitindo a integraç?o
da criança na sociedade (STOCKEY, 1989).
ABORDAGEM
FISIOTERAP?UTICA
Os
problemas osteomusculares do lactente com OI, tais como fragilidade óssea,
fraturas repetidas, articulaç?es frouxas e músculos pequenos e fracos,
o levar?o ? fisioterapia mais cedo ou mais tarde. O ideal seria a participaç?o
do fisioterapeuta desde os primeiros dias de vida, ele poderá orientar
os pais com respeito ao manuseio e posicionamento da criança e a melhor
maneira de aumentar ao máximo seus movimentos ativos.
METAS
DAFISIOTERAPIA
As
metas da fisioterapia para a criança com OI s?o as habilidades motoras
grosseiras próprias da idade, como rolar, alcançar brinquedos e sentar
sem apoio (RATLLIFE, 2000).
A
fisioterapia deve:
-Incentivar
e orientar o contato dos pais com a criança;
-Promover
a deambulaç?o;
-Tratar
e prevenir contraturas posicionais e deformidades;
-Diminuir
quadro álgico;
-Fortalecimento
muscular;
-Promover
e manter as atividades de vida diária;
-Constante
avaliaç?o do paciente;
-Obter
maior independ?ncia, confiança e estabilidade nos movimentos;
-Precauç?o
e reconhecimento das fraturas.
RECONHECIMENTO
DAS FRATURAS
O
risco de fraturas nas crianças com OI é muito alto e, por isso, ?s vezes,
os pais n?o querem manipular o beb?. As crianças com OI t?m sensibilidade
normal e as fraturas s?o dolorosas. Mesmo a troca de fraldas e vestir a
criança podem ser traumáticas.
As
fraturas podem ocorrer com manipulaç?o normal, apoio de peso, batidas em
um membro, press?o desigual no eixo horizontal de um osso longo ou espontaneamente,
com a tens?o de um músculo no osso.
É
preciso identificar e tratar o motivo da fratura, embora essa identificaç?o
nem sempre é possível. O choro repentino e muito alto, olhar valgo, hipersensibilidade
ao toque e as interaç?es reduzidas podem ser indícios importantes de que
há algo errado com a criança. Pode-se ouvir o estalido do osso quando quebra
ao manusear a criança.
A
criança com fratura n?o quer movimentar o membro comprometido, ela pode
girar a cabeça na direç?o do braço fraturado para diminuir a tens?o dos
músculos do lado do ombro.
Os
sinais clássicos de fratura s?o hiperemia, edema, calor e descoloraç?o
no local da fratura, também pode haver febre. Esses sinais podem n?o ser
aparentes na criança, no entanto podem aparecer. Os pais e pessoas que
cuidam da criança com regularidade reconhecem os sinais facilmente (RATLLIFE,
2000).
Quando
se suspeita de uma fratura, deve-se manter a calma e confortar a criança,
localizar a fratura tocando delicadamente apenas na superfície de cada
membro (RATLLIFE, 2000).
A
criança pode esconder a dor da fratura por vários motivos:
Medo
de ser inconveniente para a família e amigos, “de novo”;
Medo
dos pais ficarem bravos. Algumas vezes as crianças apenas se convencem
de que os pais ficar?o com raiva ou decepcionadas;
Medo
de n?o poder ir a algum lugar mais tarde porque terá que estar no hospital;
Medo
de outra hospitalizaç?o, outro gesso, outra cirurgia, outra série de RX;
Culpa
por dar “tanto trabalho”;
Idéia
de ser corajosa, forte, resistente e n?o deixar que qualquer fato a desanime;
Racionalizaç?o
(esperança?) da possibilidade de n?o ser outra fratura. (PLOTKIN, 1998)
ORIENTAÇ?ES
AOS PAIS
Inicialmente
os pais costumam estar apreensivos, mas é possível ensiná-los, mostrando-lhes
que o lactente com OI pode ser manuseado com perigo mínimo de fratura desde
que apóiem a cabeça e o tronco.
Os
pais dos pacientes com OI desde o início devem ser orientados em relaç?o
ao manuseio, posicionamento, transporte e alimentaç?o de seus filhos, também
quanto o uso de roupas soltas, leves e absorventes (em vista da tend?ncia
? sudorese) com fechos adiante e nos lados. As roupas desse tipo s?o fáceis
de vestir, elas evitam que a cabeça e membros sejam forçados, provocando
fraturas (Burns, 1999).
As crianças com OI tendem a n?o perder suas roupas t?o rapidamente quanto
as outras crianças. Muitos pais sentem, entretanto, que ajuda a melhorar
a auto-estima da criança, investir no estilo mais atual e dar-lhes roupas
da moda. (PLOTKIN, 1998)
Uma
auto-imagem positiva para as crianças com OI é suficientemente difícil
sem ter que enfrentar também problemas de auto-imagem sobre si ou suas
roupas.
Os
pais precisam também saber que o lactente com OI deve ser deitado sobre
uma base acolchoada ou sobre uma pele de carneiro e que sua posiç?o deve
ser trocada com regularidade, a fim de evitar que uma postura se torne
habitual. O posicionamento do lactente em decúbito ventral, dorsal ou lateral,
e com o necessário apoio, contribui para movimentaç?o ativa e ajuda a prevenir
anomalias ósseas.(PLOTKIN, 1998)
Evitar
constantes posicionamentos em supino, prevenindo comprometimentos cardio-respiratórios.
É
necessário que o fisioterapeuta lembre constantemente aos pais que jamais
devem restringir os movimentos ativos da criança, mas que precisam ter
o maior cuidado para que o lactente com OI n?o esbarre em superfícies duras.
Por exemplo, o lactente com OI costuma movimentar-se muito durante o banho;
por isso, recomenda-se dar banho inicialmente em banheira de plástico pequena,
forrada com toalhas espessas. Durante o banho, chutar e bater na água da
banheira deve ser estimulado, desde que a cabeça e o tronco estejam com
suporte completo, a criança deverá ser protegida de batidas na superfície
da bacia, que poder?o causar fraturas (Burns,
1999).
Durante
a troca das fraldas, o lactente deve ser rolado, sendo que os membros inferiores
e quadril devem estar apoiados, ao invés de suspender as pernas ou o tornozelo.
Amamentar
deve ser estimulado se a criança tiver a capacidade de sugar bem o leite,
mas muitas crianças t?m pouca tolerância, por diversos motivos, um deles
é a fratura dolorida.
Promover
estímulo visual e auditivo usando móbiles, brinquedos e caixas com ruídos
para ela olhar e alcançar.
Incentivar
e orientar os pais a alternar o braço em que transportam a criança e mudar
a direç?o em que fica deitado no berço cada m?s, para os dois lados (a
criança tende a virar a cabeça para os pais ou para a porta) (RATLIFFE,
2000).
É
preciso tomar cuidado para n?o apoiar a criança pelo eixo dos ossos longos,
porque eles podem fraturar. Isso significa que toda extens?o desses ossos
deve ser apoiada e n?o a parte mediana da coxa ou do braço.
A
criança n?o deve ser suspensa pelos braços, segurada pela m?o nem carregada
de modo que os braços fiquem pendentes.
A
socializaç?o se dá primeiramente através da brincadeira, daí a importância
de deixar a criança portadora de OI interagir com outras crianças e com
brinquedos estimulantes. Cercá-las de brinquedos vai promover o desenvolvimento
psicomotor. Brinquedos apropriados incluem os leves, fáceis de manusear,
e aqueles feitos com materiais suaves e pontas arredondadas. Exemplos deles
s?o bonecas macias como as de tecido, bichinhos de pelúcia pequenos, maleáveis.
Contudo, segurança é sempre importante como também é de primeira importância
providenciar brinquedos apropriados para o desenvolvimento e progress?o
do desenvolvimento de crianças normais.
O
impacto que os pais exercem sobre a ansiedade da criança é de suma importância.
É indispensável convencermos os pais de que seu apoio e tranqüilizaç?o
desempenham papel muito importante no sentido de diminuir a ansiedade do
seu próprio filho (BURNS, 1999).
É
importante n?o culpar as pessoas que cuidam da criança ou o fisioterapeuta,
quando as fraturas acontecem. A criança e a família devem ter apoio emocional.
Deve-se
criar uma relaç?o positiva e de respeito entre a criança e sua família
(RATLLIFE, 2000).
ABORDAGEM FISIOTERAP?UTICA NAS
IDADES
Quando
a Criança Começa a Andar e em Idade Pré-Escolar
A
mobilidade independente é uma meta importante de desenvolvimento, quando
a criança começa a andar e crianças em idade escolar. Pode ser atingida
com as atividades de engatinhar, andar, impulsionar um patinete ou carrinho,
com as nádegas ou com dispositivos elétricos. “Andar” com as nádegas é
um método comum que as crianças descobrem de se movimentar pela casa, embora
seja funcional para elas, pode ser lento e cansativo com o tempo.
A
criança com OI apresenta atraso aproximadamente de um ano ou mais para
ficarem em pé, se comparadas a crianças saudáveis na mesma idade. Estudos
para avaliar o uso de aparelho ortopédico nesta populaç?o demonstraram
que crianças alcançavam um alto nível de performance quando usavam suporte.
É
importante incentivar o apoio de peso nos membros superiores e inferiores
para promover o fortalecimento ósseo ativo e permitir que a criança seja
o mais independente possível em termos funcionais. Os dispositivos de propuls?o
com rodas podem facilitar o apoio de membros superiores e seu fortalecimento.
É
possível que as crianças com doença leve ou moderada possam engatinhar,
caminhar e cruzar distâncias com apoio. Podem precisar de órteses para
apoiar os membros durante essas atividades.
O
treinamento é importante de modo que as crianças estejam seguras com os
pesados dispositivos elétricos e n?o se machuquem ou aos outros. Os dispositivos
para mobilidade precisam ser mudados conforme a criança adquire novas habilidades,
mais força e quando cresce (RATLLIFE, 2000).
As
órteses de membro inferior completo pode dar apoio lateral aos ossos longos,
promovendo a deambulaç?o independente, assim minimizar fraturas e arqueamento
desses ossos. Com freqü?ncia, como s?o mais leves, as órteses ou talas
s?o usadas em vez do gesso quando há fratura.
O
fisioterapeuta pode ajudar o ortesista a medir as órteses, monitorar seu
ajuste, ensinar a criança como colocá-las ou tirá-las e como se movimentar
com elas. As talas com articulaç?es s?o uma alternativa eficaz, as órteses
de ambos os membros inferiores ou superiores para apoio de peso. Os dispositivos
auxiliares como andadores rolantes ou muletas provavelmente ser?o necessários
para equilíbrio e apoio.
O
tratamento fisioterap?utico nesta fase será direcionado para ensinar a
mobilidade, habilidades nos cuidados pessoais, incentivar o controle da
cabeça e do tronco para facilitar o ato de sentar-se e de mover-se no espaço,
e para a facilitaç?o do apoio precoce (RATLLIFE, 2000).
Se
a criança tolerar ficar em prono, um coxim ou mesmo um brinquedo de pelúcia
grande poderá ser colocado sob o peito para encorajar o uso da musculatura
extensora do pescoço.
T?o
logo a criança se mostre interessada a pegar objetos, o fisioterapeuta
deve aproveitar esta fase para estimular o fortalecimento de membros superiores
da criança. Quando em decúbito lateral ou dorsal e quando sentada em apoio
faça-a alcançar e pegar o objeto ou brinquedo, desta forma estimulando
também a exploraç?o do campo visual e melhorando a noç?o de espaço.
A
hidroterapia pode ser iniciada ? partir dos seis meses de idade, se a criança
n?o apresentar problemas cardio-respiratórios. Inicialmente, a criança
poderá ser segurada pelas costas contra o peito de sua m?e ou terapeuta
e será permitido mover os membros. Mais tarde poderá ser usado flutuadores
para suportar a cabeça e o tronco e finalmente, somente o tronco para facilitar
o controle da cabeça. A criança deverá usar roupa com manga comprida, que
absorva a água e adicione pesos distribuídos sobre todo o comprimento dos
membros, para permitir maior resist?ncia nos exercícios. Nadar no mínimo
duas vezes por semana e até quanto tolerado. Isso é especialmente verdadeiro
após fraturas e imobilizaç?es.
Aos
dois anos de idade, a criança normalmente deverá cooperar o bastante para
iniciar um programa formal de exercícios na piscina com progress?o de exercícios
resistidos, orientados pelo fisioterapeuta (BINDER, 1984).
O
terapeuta deve estar consciente das diferenças entre efetuar exercícios
de mobilidade na água e em solo. A mais notável dessas diferenças é a possibilidade
de inadvertidamente exercitar-se ou estirar-se excessivamente na piscina.
Os pacientes devem evitar forçar os seus exercícios até a sensaç?o dolorosa
quando realizarem exercícios de amplitude de movimento na água e n?o devem
sentir dor após a sess?o de hidroterapia (RUOTI, 2000).
As
sess?es de fisioterapia podem ser realizadas também em casa.

Criança com osteog?nese imperfeita
aprende a subir degraus.
Fonte:
RATLLIFE, 2000, p. (258).
A
Criança em Idade Escolar
A
criança em idade escolar com OI pode ser hospitalizada com freqü?ncia para
consolidaç?o das fraturas. Essas internaç?es podem interferir com o progresso
na escola, com a socializaç?o e com a confiança nas habilidades motoras
grosseiras. Os esforços para incentivar o movimento em um ambiente seguro
o mais cedo possível depois de uma fratura s?o sempre benéficos (RATLLIFE,
2000).
Treinamento
de Marcha
A
criança inicialmente começa a andar na maioria das vezes de formas n?o
convencionais, tais como na ponta dos pés. Será permitido ? criança mover-se
da forma como preferir e por quanto tempo quiser, desde que as atividades
fortaleçam o tronco e os membros e n?o desenvolvam deformidades.
Crianças
com OI s?o capazes de andar com órteses longas e um dispositivo auxiliar.
O treinamento inicial é a posiç?o ortostática de pronaç?o ou supinaç?o,
em geral quando a criança ainda está na fase de começar a andar. Quando
a criança está confortável na posiç?o ortostática, o treinamento de marcha
pode começar.
A
piscina é um excelente lugar para iniciar as atividades de marcha, porque
a água apóia a criança na posiç?o ereta. As órteses ou talas s?o dispositivos
auxiliares para andar, como andador com rodas e apoio para o tronco e a
pelve, andador de duas rodas ou muletas de antebraço, podem ajudar o equilíbrio
e dar apoio.
Uma
vez que já está andando bem, a marcha pode ser incorporada a rotinas diárias
da escola, preservar a mobilidade independente, a resist?ncia óssea e a
força muscular. As oportunidades de andar durante o dia no período da escola
s?o ? distância entre as salas de aula até o refeitório e durante a aula
de educaç?o física (RATLLIFE, 2000).
Orientar
os pais para conversar com o professor de educaç?o física para adaptar
as atividades, de modo que a criança seja incluída na aula.
Orientar
os colegas de classe falando sobre a criança com OI e sobre as precauç?es
das apresentaç?es em classe e ensine as outras crianças especificamente
como elas podem ajudar (n?o empurrar ou bater na criança com OI, chamar
um adulto, quando precisar de ajuda, ficar alerta com os movimentos em
torno dela) (RATLLIFE, 2000).
O
fisioterapeuta pode tratar a criança com OI na escola, em casa ou na clínica.
Na
escola, as atividades s?o exercícios diários, treinamento de marcha e ensinar
a criança a colocar e retirar as órteses (quando necessário). É importante
facilitar a participaç?o da criança nas atividades da escola, como caminhar
para o refeitório, ir aos passeios no campo e nas aulas de educaç?o física,
para que a criança sinta-se parte da comunidade escolar.
O
equipamento de adaptaç?o pode ser necessário ? baixa estatura da criança,
inclusive cadeiras acolchoadas adaptadas, assentos para o ch?o para as
crianças pequenas.
A
intervenç?o fisioterap?utica na clínica normalmente relaciona-se com as
necessidades agudas, inclusive reabilitaç?o após uma les?o. (RATLLIFE,
2000).
O
Adolescente com OI
As
deformidades da coluna vertebral, inclusive cifose e escoliose, progridem
durante a adolesc?ncia e a cirurgia pode ser necessária.
As
órteses de coluna vertebral podem ser efetivas para as crianças com OI,
porque a órtese lateral prende a caixa torácica, mas as costelas podem
dobrar-se e permitir que a coluna vertebral continue a curva progressiva.
A correç?o cirúrgica com fixaç?o medial é recomendada.
O
fisioterapeuta pode trabalhar o fortalecimento antes da cirurgia ou a reabilitaç?o
no pós-operatório. É importante que a criança com OI movimente-se mais
rápido possível depois de qualquer cirurgia ou fratura, para diminuir o
tempo de restriç?o ao leito. O desuso aumenta a desmineralizaç?o óssea
e a osteoporose, ocasionando risco maior de fratura (RATLLIFE, 2000).
CONDUTA FISIOTERAP?UTICA DURANTE
A VIDA DO PORTADOR DE OI
Antes
de elaborar um programa de reabilitaç?o física em pacientes portadores
de OI, é importante que o terapeuta saiba avaliar as necessidades do paciente
relacionando-as com os cuidados e limitaç?es que ele apresenta, devido
? patologia, no entanto o fisioterapeuta deve orientar os pais dos portadores
de OI que realizem constantemente exercícios para manutenç?o e prevenç?o
de deformidades. Como por exemplo:
1.Relaxamento
Local e Geral
Exercícios
ativos de baixa intensidade feitos antes do alongamento ir?o aumentar a
circulaç?o do tecido mole e aquecer os tecidos que ser?o alongados. Músculos
aquecidos relaxam e alongam-se facilmente, tornando o alongamento mais
confortável para o paciente. O tecido conectivo cede mais facilmente ao
alongamento passivo se o tecido está aquecido (KISNER, 1998).
O
paciente pode aprender a relaxar todo o corpo ou um membro. A tens?o nos
músculos pode ser aliviada através de um esforço e pensamento consciente.
Algumas técnicas como relaxamento autógeno, sugerem um controle consciente
progressivo e relaxamento da tens?o muscular e corporal.
Qualquer
combinaç?o de relaxamento local e geral pode ser usada pelo terapeuta para
promover o máximo relaxamento muscular e desse modo o potencial para máxima
flexibilidade muscular em um programa de alongamento.
2
Alongamento
Devida
imobilizaç?o prolongada por fratura ou cirurgia, causando principalmente
dor e fraqueza, no entanto fraturas recém consolidadas devem ser protegidas
através de estabilizaç?o entre o local da fratura e a articulaç?o onde
ocorre o movimento (KISNER, 1998).
3.Exercícios
Isotônicos
Resistidos
conc?ntricos e exc?ntricos para membros superiores e inferiores com moderaç?o.
É importante lembrar que nos estágios iniciais de um programa de exercícios,
quando um músculo está muito fraco, é mais apropriado exercício exc?ntrico
contra leve resist?ncia manual, pois quando um músculo encurta (contraç?o
conc?ntrica) ele n?o pode gerar tanta tens?o como quando se contrai maximamente
e alonga (contraç?o exc?ntrica).
Como
o exercício isotônico pode desenvolver força dinâmica, resist?ncia muscular
? fadiga e potencia (KISNER, 1998).
4.Exercícios
Isométricos
Em
1950 Heltinger e Muller estudaram e defenderam o uso de exercícios isométricos
como um meio ideal de aumentar a força muscular. Embora o exercício isométrico
possa melhorar a resist?ncia muscular ? fadiga, o efeito é mínimo (KISNER,
1998).
5.Hidroterapia
Manutenç?o
do sistema cardio-respiratório, relaxamento, exercícios que propiciem livres
movimentos dos ossos. Exercícios ativos que ao mesmo tempo em que relaxam,
fortalecem os músculos gradativamente. Utilizando movimentos contra a resist?ncia
da água, com bolas, flutuadores, brinquedos, pranchas.
6.Treino
de Marcha
Com
ou sem o uso de órteses ou auxiliares de marcha.
Utilizar
barras paralelas, escadas, tábua de equilíbrio, para melhor coordenaç?o
e equilíbrio, obtendo assim mais independ?ncia, estabilidade e confiança
nos movimentos, principalmente na deambulaç?o (KISNER, 1998).
Deixar
o paciente livre para fazer exercícios sozinho, dar incentivo e voz de
comando de forma lúcida e prazerosa para ele.
Esses
exercícios devem ser realizados através de brincadeiras, sobretudo o paciente
deve estar sendo avaliado constantemente, nunca ultrapassando seus limites.
Quanto ? classificaç?o ainda há controvérsias, Looser descreveu a OI como "cong?nita" e "tardia", a primeira é extremamente grave, as fraturas s?o múltiplas e de aparecimento precoce, ocasionando a morte durante a vida fetal ou permite sobrevida curta na maioria dos casos, já na forma tardia a criança tem apar?ncia normal ao nascer e as fraturas raramente ocorrem antes do final do primeiro ano de vida, as quais s?o em menor número que na forma cong?nita; enquanto que Sillence divide a patologia em quatro grupos, sendo