Jennifer Ault (Especialista
em Reabilitação Pediátrica)
New Children's & Westmead Hospitals,
N.S.W., Australia, 2145.
Tradução:
Rita Amaral
A
intervenção pela terapia de bisfosfonato aumentou radicalmente
o potencial de reabilitação no tratamento de crianças
com Osteogenesis Imperfecta. Em nosso programa existem 39 crianças
recebendo pamidronato intravenoso em ciclos e uma criança recebendo
Alendronato oral, e nós consultamos um grande numero de criança
na Austrália e Nova Zelândia. Três das metas da reabilitação
pediátrica em OI têm sido atingidas através do uso
atual de bisfosfonatos, a saber:
-
Diminuição da
osteoporose por imobilização;
-
Promoção dos exercícios
usando o peso, a fim de aumentar a força dos ossos;
-
Redução da dor
nos ossos.
Crianças
recebendo estes agentes têm estaminas aumentadas e diminuição
da dor nos ossos, da fadiga e relatam aumento da força muscular.
De qualquer modo,
há muitos outros casos sob o amplo guarda-chuva da reabilitação.
Nós tratamos crianças, no Centro, com vários tipos
de OI, incluindo OI tipo IIB e tipo Bruck and Cole-Carpenter. Está
claro que:
-
Crianças com OI tratadas
com sucesso com Pamidronato continuam a ter fragilidade óssea e
a sofrer algumas fraturas;
-
Muitas ainda têm baixa
estatura e freqüentemente são desproporcionadas;
-
Crianças com hipermobilidade
e OI continuarão a ter hipermobilidade;
-
Crianças com deformidades
severas nos ossos longos ainda precisarão de cirurgias e reabilitação
pós-operatória para se mobilizar;
-
Cirurgias espinais, para algumas
crianças com cifoscoliose podem agora ser úteis.
No novo Children's Hospital,
todas as crianças com OI são tratadas por uma Equipe Multidisciplinar
de Displasia dos Tecidos Conectivos. Semanalmente, clínicos de várias
especialidades se reúnem, envolvendo um especialista em reabilitação,
um geneticista clinico, fisioterapeutas e um terapeuta ocupacional.
Se necessário, conta-se com o apoio de endocrinologistas pediátricos,
cirurgiões ortopédicos e um técnico ortopedista. Temos
usado FIM/Wee FIM e/ou PEDI para monitorar o resultado funcional em crianças
mais novas. Ambas as ferramentas provêm bons indicadores do montante
de cuidado necessário para crianças mais jovens e aquelas
com alta dependência e necessidades, mas não mapeiam o progresso
desenvolvimental de crianças osteopênicas com melhor mobilidade.
Reabilitação
de crianças e adolescentes tratadas com bisfosfonatos.
Os desafios específicos
da reabilitação incluem:
-
O desenvolvimento de estratégias
para a prevenção de fraturas e proteção esqueletal
para o vastamente mais móbil e energético grupo de pacientes
tratados com bisfosfonatos;
-
O encorajamento e avaliação
de programas de exercício para crianças individuais, visando
estabelecer hábitos de exercício para toda a vida;
-
A administração
da hipermobilidade, particularmente das mãos;
-
O desenvolvimento de órteses
individualizadas para crianças com pés “deformados”.
Precisamos estar atentos
para alguns problemas especiais em OI. A Impressão Basilar
afeta 25% de todos os pacientes com OI e acima de 70% dos com OI tipo IV
com Dentinogenesis imperfecta. Uma vez que não podemos prever
quais bebês terão impressão basilar, nos tratamos a
maioria deles em cadeira reclinada até que estejam aptos para sentar
sem apoio. Crianças com OI tipo I precisam aprender estratégias
de proteção da audição e todas as crianças
precisam maximizar sua educação e seu potencial social.
Nós desejamos assegurar que as crianças com OI entrem na
vida adulta com ótima mobilidade e com habilidades para participar
plenamente da vida comunitária.
Referência: Proceedings
of the 7th International Conference on Osteogenesis Imperfecta. Montreal,
Canada, 1999.
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