O velho rei afirmou-lhe que ainda não era tempo da chegada de um filho.
Orunmilá, insatisfeito e ao mesmo tempo curioso, perguntou à Oxalá quem era aquele menino sentado à porta do palácio e pediu ao rei, se poderia levá-lo como filho. Oxalá garantiu-lhe que não era o filho ideal de se ter, ao que Orunmilá insistiu tanto em seu pedido que obteve a graça de Oxalá.
Tempos depois nasceu Exu, filho de Orunmilá. Para espanto dos pais, nasceu falando e comendo tudo que estava a sua volta, acabando por devorar a própria mãe. Exu aproximou-se de Orunmilá para também comê-lo, entretanto o adivinho tinha consigo uma espada e enfurecido partiu para matar o filho. Exu fugiu, sendo perseguido por Orunmilá, que a cada espaço do céu alcançava-o, cortando Exu em duzentos e um pedaços. A cada encontro, o ducentésimo primeiro pedaço transformava-se novamente em Exu. Assim terminaram por atingir o último espaço sagrado e, como não tinham mais saída, resolveram entrar num acordo. Exu devolveu tudo o que havia comido, inclusive sua mãe, em troca seria sempre saudado primeiro em todos os rituais".
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