O destino de E
 

Euá, filha de Obatalá e Nanã, vivia em seu castelo como se estivesse numa clausura. O amor de Obatalá por ela era muito estranho. A fama da beleza e da castidade da princesa chegou a todas as partes, inclusive ao reino de Xangô.

Mulherengo como era, Xangô planejou como iria seduzir Euá. Empregou-se como jardineiro no palácio de Obatalá. Um dia Euá apareceu na janela e admirou-se de Xangô. Nunca havia visto um homem como aquele. Não se tem notícia de como Euá se entregou a Xangô, no entanto, arrependida de seu ato, pediu ao pai que lhe enviasse a um lugar onde nenhum homem lhe enxergasse.

Obatalá deu-lhe o reino dos mortos. Desde então é Euá quem, no cemitério, entrega a Oiá os cadáveres que Obaluaiê conduz para que Orixá-Okô os coma.
 
 
 
 

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Fotos: Arquivo Pessoal de Armando Vallado

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