Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo

 

 

Contribuição ao estudo etnofarmacobotânico de plantas condimentícias empregadas na medicina popular
 
 
 

Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo



 
 
 

abe-se que muitas plantas aromáticas empregadas como condimento, também chamadas de especiarias, tem propriedades medicinais.  Seu uso na culinária brasileira tem sido mencionado por vários autores. (1), (2), (3), (4), (5), (6),(7),(8).

Os primeiros registros sobre o uso de plantas condimentícias datam da era das pirâmides, no Egito, por volta de 2.600 a 2.100 A.C. O papiro de Ebers  apresenta uma lista de cerca de 800 plantas incluindo as especiarias.

Na Antiguidade eram consideradas artigo de grande de grande valor ao lado dos metais preciosos, pérolas, jóias, sendo usadas em transações comerciais.  Reputavam-lhes enorme valor, provavelmente, devido não só às propriedades mencionadas e aromatizantes como também medicinais, e, à ação anti-séptica dos óleos essenciaispresentes em quase todas aquelas plantas, que, adicionadas aos alimentos permitem-lhes a preservação, evitando o desenvolvimento de baterias e fungos que facilitam sua decomposição (9) (10).

Porém, com o passar do tempo, outros recursos preservativos de alimentos foram sendo empregados, mas aquelas plantas então utilizadas, passaram a ser ingredientes necessários a enriquecer o aroma e sabor. Todavia, as propriedades anti-sépticas dessas plantas não são desconhecidas daqueles que as utilizam associadas, geralmente, ao sal, vinagre ou limão, na preparação dos molhos ou dos vinha d'alhos, para temperar as carnes em geral e que não necessitam ir à geladeira até o momento de serem cozidas, assadas ou fritas.

É conhecido o papel dos condimentos nos órgãos do aparelho digestivo, e, a importância de certas especiarias na dieta de alguns povos se manifesta como uma forte necessidade parecendo ter fundamento fisiológico, (11) ao serem estudadas a atividade de excitantes salivares dos pimentões e pimentas de origem americana.  Os autores observaram um ação estimulante da secreção salivar em ambos (12).

Muitas plantas condimentícias procedentes de outros países,empregadas na culinária brasileira foram perfeitamente aclimatadas no Brasil, permitindo dessa forma, que hábitos alimentares de povos procedentes de outros países fossem também introduzidos, resultando, daí, todo o processo aculturativo que assistimos no campo da culinária e da medicina popular que também se utiliza dos condimentos com finalidades terapêuticas.  Esse fato, certamente, se ajusta a outros países que absorvem elementos culturais de outros povos através das correntes migratórias. Esse fato, certamente, se ajusta a outros países que absorvem elementos culturais de outros povos através das correntes migratórias.
 
 

Material e método

O trabalho orientou-se pela pesquisa de campo e pela pesquisa de campo com informantes do bairro da Cachoeira, Ibiúna, SP, e pela pesquisa bibliográfica voltada aos assuntos de interesse da pesquisa.

Dentre as várias plantas com propriedades medicinais empregadas como condimento, foram selecionadas: alho (Allium sativum L.) e canela (Cinnamomum zeylanicum Nees.).

Tal seleção decorreu da incidência em maior escala quanto ao uso medicinal dessas espécies, na culinária da região pesquisada, empregadas em  pratos salgados e doces.

As espécies botânicas são apresentadas com seus nomes científicos, família, origem, parte da planta usada, nomes vulgares em língua nacional e estrangeira, composição química, atividades biológicas, usos na medicina popular, discussão e conclusão.

A pesquisa de campo compreendeu visitas aos informantes do bairro da Cachoeira, com aplicação de questionário sobre a indicação e contra indicação do uso das plantas condimentícias junto aos alimentos, no tratamento e prevenção de enfermidades.

A pesquisa bibliográfica obedeceu ao seguinte critério metodológico:

  • - Leitura de obras acadêmicas e não acadêmicas sobre as plantas selecionadas para o estudo no campo da medicina popular;
  • - Leitura de obras relacionadas à Botânica, Etnobotânica e áreas de Ciências Farmacêuticas;
  • - Outras leituras que serviram de suporte para discussões quanto à análise e interpretação dos  casos levantados.
Resultados

 No quadro abaixo as plantas selecionadas para o trabalho, acompanhadas de referências taxonômicas, parte usada na medicina popular  e nomes vulgares.
 
 
 

Nome vulgar
Binômio
Família
Parte usada na medicina popular
Alho
Allium sativum L.
Liliaceae
Bulbo
Canela
Cynnamomum zeylanicum Nees
Lauraceae
Casca do caule

 

Allium sativum L.Allium sativum  L
Família: Liliaceae
Origem: Ásia 
Parte usada: bulbo
Nomes vulgares: alho
Alemanha: Knoblauch
África: garlic, ki
Argentina: ajo
China: suan
Espanha: all, ajo
E.U.A.: garlic
Inglaterra: garlic
Itália: aglio
Paraguai: ajo
Uruguai: ajo

Composiçãoquímica: contém em todas suas parte, sobretudo no bulbo, uma substância sulfurada inodoro chamada aliina  que, pela ação do fermento aliinasa contido no alho, se transforma em aliicina e depois em dissulfuro de aliio, responsável pelo odor (13).  La alicina  representa 0,24% de la masa Del bulbo.  El bulbo contiene, además, glúcidios (furctosanes) elementos minerales, fosfolípidos y prótidos, entre estos, derivados uslfurados a base de cisteina (14).  A alicina é formada pela interação do enzima aliinasa e o substrato S-ethyl L-Cysteine (15). 
Atividades biológicas: São apresentadas para discussão, apenas aquelas que estão diretamente ligadas aos usos populares, conforme as informações obtidas na pesquisa de campo.
O alho com anti-helmíntico, empregado de várias formas, como o sumo na dose de 20g em 200ml de leite, tomado em jejum, combate ascarídeo, oxiúro e tênia (16)
Aliicina e galicina apresentam princípios antibióticos (16)
Ação hipotensora: (14) (16) (17) (18)
Ação anti-helmíntica: (13) (14) (16) (17)
Ação sobre o sistema cardiovascular:  (14) (16) (17) (19)
Ação bactericida: (14) (15)
Ação anti-microbiana e fungicida: (14)
 

El ajo presenta propriedades antibacterianas y sobre todo antifungicas, particularmente sobre las levadoras patógenas y los dermatofitos. En aplicación externa favorece la curación de las llagas.  El poder bactericida de la alicina ha sido verificado, manifestándose su acción hasta en diluiciones del ordem de 1/100.000 sobre bacterias GRAM+ y GRAM-.
El ajo muestra, además, una actividad antiviral, in vitro, contra herpes zoster e influenza B.
El ajo crudo o cocido aumenta la actividad  fibrinolítica respectivamente de 72% y 63% menos de seis horas despues de la ingestión.  Esa tasa se matiene durante 12 horas.  El diente de ajo provoca una inhibición de la agregación plaquetaria en respuesta a la administración de un agente coagulante.  En el animal, la planta provoca una disminuición de la tasa de colosterol y protege contra la arteiosclerosis experimental.
Una actividad hipotensora fue puesta en evidencia en la rata y en el hombre, por via oral.  Por otra parte, el ajo ejerce una acción cronótropa e inótropa negativa e induce a una vasodilatación coronaria.
El diente de ajo es un diurético que presenta, además, propriedades carminativas.
Es un antihelmíntico que a dosis de 1g/kg en el conejo, muestra actividad contra el Ankylostome duodenale.
Por via interna, la ingestión de vários dientes de ajo puede provocar quemaduras en el estomago e irritaciones de las vias urinarias en personas que presentam una mucosa digestiva sensible.  Por via externa pueden provocar necrosis.
Ciertos trabajos han permitido hacer resaltar uma actividad antiespasmódica en el hombre en caso de dispepsia, una actividad analgésica por via intraperiónea en el ratón, y un fuerte efecto de estimulación uterina en el roedor en gestación.  Una actividad antihepatotóxica, in vitro e in vivo fue evidenciada en la rata (14)
Like most plants, garlic contains more than 100 biologically useful secondary metabolites including alliin, alliinase, allicin, S-allycystein, diallylsulfide, and allymethyltrisulfide The oil of garlic contains the amino acid alliin which, once the bulbs are crushed, is converted to allicin. The enzyme alline lyase catalyses the formation of allicin, which is in turn the precursor to several sulfur-containing compounds responsible for the flavor, odor, and pharmacological properties of garlic (26), citando outros autores. (On line) www.wikes.edu/~kklemow/Allium.html  [20/06/2003]


Usos na medicina popular:  O alho como anti-helmíntico, na medicina popular, é empregado de forma generalizante, indicado para toda casta de helminto. 

Segundo a pesquisa de campo, o alho refogado ou cozido junto a alimentos é indicado aos portadores de pressão alta, febre, gripe, resfriado, dor de cabeça e verminose.  Recomenda-se acrescentar á dieta alimentar de pós parto, isto é, período de 40 dias que se seguem ao parto para evitar hemorragia e leucorréia.  Contra indicado aos portadores de distúrbios gastrintestinais e hemorróida. E usado internamente para combater micose e pelada, isto é, perda de cabelos em determinadas áreas do couro cabeludo.
 

Discussão: O alho é planta condimentícia conhecida desde a Antigüidade.  Foi considerado como panacéia pelos hebreus, gregos e romanos.  O egípcios davam-lhe grande valor.  Os trabalhadores durante as construções das pirâmides utilizavam do alho devido suas propriedades tonificante e anti-séptica.  Na Manchuria antes da 2ª guerra mundial, operários chineses e coreanos acrescentavam alho à alimentação que era à base de cereais, verduras, legumes e pouca gordura, para agir não só como condimento, mas também como reconstituinte (2) (16) (20).

Na pesquisa de campo verificou-se que o alho é usado cru ou cozido em diferentes situações em que se exige sua incorporação junto aos alimentos ou sua retirada, a fim de se buscar a cura ou prevenção de enfermidades. Tais atitudes podem ter seu respaldo na medicina científica, conforme mostra a literatura consultada.

Cinnamomum zeylanicum NeesCinnamomum zeylanicum Nees.
A canela é mencionada por antigos historiadores gregos e romanos, como por historiadores chineses de 2.700 a. C. (10) (21).  La canela em polvo adicionada a los alimentos es útil para combatir las neurastenias sexuales, por su acción afrodisíaca. A canela foi a primeira especiaria oriental mais procurada das explorações dos séculos 15 e 16, desempenhando papel vital na aproximação do Ceilão com a Europa, como indiretamente, concorreu para a descoberta da América.  Quando os portugueses dominaram o Ceilão em 1505, eles impiedosamente forçaram seus governantes a pagar como tributo, grande quantidade de cascas das caneleiras (9).
 

Nome vulgar: canela, canela-do-ceilão, canela-de-cheiro, canela-da-índia, canela-verdadeira.
Família:  Lauraceae
Origem: Ceilão (20)
Cinnamomum cássia (Nees.) Blume
Origem: Ilhas de Soonda, Conchinchina, Malabar (20)
Nomes vulgares de ambas canelas: canela, canela-de-cheiro, canela-da-índia, canela-verdadeira.
Alemanha: Zeylonzimt
Arábia: qurta
Argentina: canela rena
China: jou-kuei
França: cannelle-de-ceylon, cannelle-de-chine
Inglaterra: ceylon cinamon
Itália: cannella
Japão: seiron-nikkei
Portugal: canela, cinamomo, loureiro, canela-do-ceilão, canela-da-china
Rússia: koritsa 

Composição química: óleo essencial contendo aldeído cinâmico, cariofileno, cimeno, pineno, eugenol, mucilagem e material corante (10) (16) (21) (22) (25).
Aldeído cinâmico também em Cinnamomum cássia (Nees.) Blume. (25)
La corteza contiene además taninos, azúcares, cumarinas y dos diterpenos, la cinnzeylanina y el cinnzeilanol (14)  Cristais de oxalato de cálcio em forma de agulhas (23). 
Atividades biológicas: La corteza presenta propriedades antifúngicas, antibacterianas.  Muestra um efecto anestésico local y presenta, in vitro , uma actividad citotóxica (Leucemia L 1210).  Otros trabajos hacen referência a una actividad carminativa y a un efecto estrogênico.  Posee, asimismo, propriedades relajantes de la musculatura lisa (14).  Estomacal, carminativo y atringente (18) (20).  Emenagogo, antiséptico y antihelmintico (16).  Em doses concentradas é convulcionante (24).
Segundo autores quanto ao aldeído cinâmico, foi observada alguma atividade antileucêmica em preparações de culturas de células e também uma acentuada inibição de tumores tipo W2K11 induzidos por vírus SV 40 em camundongos. Ainda, foi observado em ratos o aumento da secreção biliar após a ingestão de preparações contendo aldeído cinâmico (25).
 

Usos na medicina popular:  Segundo a pesquisa de campo, usa-se adicionar canela em pau ou em pó em certos doces para que estes não provoquem náuseas quando ingeridos em certa quantidade.  Dizem ainda que tal hábito se usa para fazer despertar desejos sexuais em mulheres frias.  Informam, também, que doces com canela não devem ser consumidos quentes, pois podem provocar dor de barriga.  Aconselham acrescentar canela aos alimentos de homens viciados em bebidas alcoólicas para que estes tenham náuseas ao ingeri-las. O uso da canela é contra indicado para mulheres grávidas, visto poder a mesma. provocar aborto.
 

Discussão: O uso popular da canela adicionada a alimentos remonta a períodos históricos, como demonstra a literatura consultada.  A não indicação do consumo de canela por mulheres em período de gestação pode ter seu respaldo  numa interpretação científica, devido à sua ação emenagoga, assim como à sua ação carminativa quando adicionada as certos doces, visto que esta ação pode ser exacerbada quando consumida quente, provocando grande desconforto, com cólicas na mulher grávida, simulando um aborto. A mesma interpretação poderá se estendida ao hábito de oferecer alimentos com canela aos alcoólatras, com o intuito de provocar mal estar e náuseas.
 

Conclusão: Os estudos das plantas condimentícias destacadas neste trabalho, permitiram verificar seu papel nas diferentes terapias populares, em que as mesmas são acrescentadas ou retiradas dos alimentos, tanto para curar como para prevenir estados alterados da saúde das pessoas que têm o hábito de consumi-las junto aos alimentos.  As plantas estudadas, além das propriedades estomacal, carminativa, anti-séptica, hipotensora, entre outras, como apontou a literatura consultada,  elas são importantes, segundo os informantes, no atendimento aos alcoólatras, nas dietas indicadas à mulheres em estado de gestação, assim como estimulante sexual. 
 

Publicado em: ROJASIANA vol.1(2) 1993. Facultad de Ciências Químicas, Universidad Nacional de Asunción (A.N.A.)

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