Culto aos orixás.  Voduns e Ancestrais nas Religiões Afro-Brasileiras
Carlos Eugênio Marcondes de Moura (org.)
Textos de Claude Lépine, Deoscóredes M. dos Santos, Giselle Omindarewa Cossard, Juana Elbein dos Santos, Monique Augras, Sérgio Figueiredo Ferretti e Vivaldo da Costa Lima. 
Rio de Janeiro 
Pallas, 2004 
258 páginas.
 

As cidades de São Luís do Maranhão, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre foram os grandes centros urbanos onde, no decorrer do século XIX, as populações africanas, seqüestradas pelo tráfico de escravos, em um admirável esforço de superação à repressão que as atingia em todos os níveis, agruparam-se em torno de organizações religiosas, tais como o Candomblé, o Tambor de Mina e o Batuque. Nelas se reafirmaram identidades pessoais e coletivas, reinterpretaram-se conceitos, recriaram-se rituais, transmitiram-se mitos e lendas, reelaboraram-se as práticas de adivinhação, reconstituiu-se o rico panteão dos orixás, voduns , inquices e ancestrais. Estes saberes são até hoje resguardados nos templos e nas comunidades que se organizaram em torno deles. Sábios, prudentes, sacerdotes e fiéis dessas grandes religiões brasileiras de raízes africanas se dispuseram a transmitir aos estudiosos parte desse vasto campo de conhecimento, que a presente publicação divulga por meio de escritos de antropólogos, psicólogos e sociólogos e que se subordinam ao tema da ancestralidade e dos panteões das divindades.

 
 
 

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