Leopardo dos Olhos de Fogo.  Escritos sobre a Religião dos Orixás VI. 
Carlos Eugênio Marcondes de Moura (org.)
Textos de Lydia Cabrera, Vivaldo da Costa Lima, Rita Amaral, Claude Lépine e Raul Lody. 
São Paulo 
Ateliê Editorial, 1998.
164 páginas. 
 

Sexto volume de um projeto iniciado em 1981, este livro é uma proposta, como a dos demais volumes da série, de resgate e divulgação do que de melhor se tem pesquisado, no Brasil e no exterior, sobre a religião dos orixás, voduns e inquices, que conta hoje com milhões de fiéis na África Ocidental, nas três Américas e até mesmo na Europa, onde essas entidades vão reclamar a cabeça de seus filhos para depois as devolver, livres de muito daquilo que as travava. Nada melhor do que invocar os préstimos deste grande destravador que é Exu para nos auxiliar neste caminho e ele, associado a Ossayin, o Senhor das Folhas e dos Encantamentos, é quem abre esta coletânea. Seu título evoca outro poderoso senhor, Xangô, o orixá do panteão do fogo, rei divinizado, exigente senhor da justiça, aquele que, acima de tudo, preza o calor da vida e dos corpos. Vida, que para os adoradores dos orixás, é o supremo bem e pelo qual se deve zelar. Leopardo dos Olhos de Fogo é um oriki de Xangô, que foi soberano de Oyó, no país iorubá, cidade milenar, situada na atual Nigéria. O oriki, uma das mais belas expressões da mitopoética iorubá, recorre a alusões, epítetos, atribuições e louvações que nos revelam a natureza dos orixás, de quem todos somos emanações, pequenos fragmentos deslocados para as venturas e desventuras do àiyé, a terra, este outro lugar do mundo que nos acolhe. 

 

Pedidos a Ateliê Editorial.  Rua Manuel Pereira Leite, 15.
Granja Viana. 
Cotia, São Paulo.
Tel.: (011) 46-12-96-66
 

 
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