Exu
"Exu, filho primogênito de Iemanjá com Orunmilá, o deus da
adivinhação, é irmão de Ogum, Xangô e Oxóssi. Ele é o deus
da comunicação, do dinamismo, muito querido entre os iorubás.
Exu era voraz e insaciável.
Conseguiu comer todos animais da aldeia em que vivia.
Depois disso, passou a comer as árvores, os pastos, tudo que via
até chegar ao mar.
Orunmilá previu então que Exu não pararia e acabaria comendo os
homens, e tudo que visse pela frente, chegando mesmo a comer
o céu.
Ordenou então a Ogum que contivesse o irmão Exu a qualquer custo.
Para conseguir isto, Ogum foi obrigado a matar Exu, a fim de
preservar a terra criada e os seres humanos.
Mas mesmo depois da morte de Exu, a natureza, os pastos, as árvores,
os rios, tudo permaneceu ressecado e sem vida, doente, morrendo.
Um babalaô (representante de Orunmilá na terra) alertou Orunmilá
de que o espírito de Exu sentia fome e desejava ser atendido, ameaçando
provocar a discórdia entre os povos como vingança pelo que Orunmilá e
Ogum haviam feito. Orunmilá determinou então que em toda e qualquer
oferenda que fosse feita pelos homens a um orixá, houvesse uma parte
em homenagem a Exu, e que esta parte seria anterior a qualquer outra,
para que se mantivesse sempre satisfeito e assim possibilitasse a concórdia".
Oxóssi
"Oxóssi, é filho de Iemanjá com Orunmilá.
Aprendeu a caçar com Ogum e os mistérios e poderes das plantas
com Ossain, que certa vez o enfeitiçou, levando-o para o fundo
da floresta a fim de ter companhia.
Iemanjá, sua mãe, enfurecendo-se, mandou que Ogum fosse buscar
seu irmão na floresta e o arrancasse dos feitiços de Ossain.
Ogum assim o fez, mas como Oxóssi relutasse em voltar ao lar,
e ao voltar desfeiteasse sua mãe, esta o proibiu de viver dentro
da casa, deixando-o ao relento.
Como havia prometido ao irmão ser sempre seu companheiro, Ogum
foi viver também do lado de fora de casa, com ele.
Oxóssi tornou-se o melhor dos caçadores e diz o mito que foi ele
quem livrou Araketu, sua cidade, de um grande feitiço das
perigosíssimas ajés (feiticeiras) Iyami Oshorongá, que se
transformam em pássaros e atacam as pessoas e cidades com doenças
e miséria.
Tendo uma destas feiticeiras pousado sobre o palácio do rei
de Ketu, e os demais caçadores gasto todas as suas flechas
tentando matá-la, Oxóssi, com apenas uma deu cabo do perigoso
pássaro, tendo sido conclamado o rei de Ketu.
Oxóssi apaixonou-se depois por Oxum, a deusa das águas doces
e com ela teve um filho, Logun-Edé".
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