O ACERVO DA MEMÓRIA E DO VIVER AFROBRASILEIRO "CAIO EGYDIO DE SOUZA ARANHA"
Desde 1992, o antigo Centro Cultural do Jabaquara transformou-se no Acervo da Memória e do Viver Afrobrasileiro - grafado sem hífen para lembrar a perfeita integração dessas palavras. Em 18 de maio de 1998 torna-se oficialmente "Acervo da Memória e do Viver Afrobrasileiro "Caio Egydio de Souza Aranha" em homenagem ao fundador do Axé Ilê Obá

Para que o Acervo surgisse foi necessário o empenho e acordo entre a Secretaria Municipal de Cultura e a comunidade do Axé Ilê Oba, liderado pela ialorixá Silvia de Oxalá .

Aidéia era a de levar à população paulistana informações sobre o muito que os negros têm feito nestes quatro séculos e meio em que está  presente no Brasil.

O espaço do acervo acomoda exposições permanentes e temporárias de fotos, esculturas, cartazes e registros da históricos da cultura e das comunidades negras do país, com ênfase para São Paulo.

Oacesso é gratuito e a população em geral está  convidada a conhecer o Acervo, participar e colaborar.

OAcervo da Memória e do Viver Afrobrasileiro ainda promove a cultura negra através de uma série de atividades realizadas em seu espaço, como oficinas culturais,  shows e palestras, feitas em parceria com as ONG's pertencentes ou não ao Movimento Negro e com a comunidade.

As oficinas culturais  têm em geral duração de quatro meses, agregam uma média de 50 participantes por grupo, sendo divididas entre as áreas de música, capoeira, teatro, dança, tanoaria e outras.
 

Um Histórico Quilombo -  A Casa do Sítio da Ressaca
Anexa ao Acervo e tombada pelo Departamento de Patrimônio Histórico Municipal, a Casa Sítio da Ressaca - como é  hoje conhecida - é um antigo Quilombo, datado provavelmente de 1719, com estrutura física que resistiu ao tempo - diferentemente dos quilombos existentes hoje no Vale do Ribeira.

De paredes grossas de taipa de pilão, com sótão, túnel de pedras e terra batida e janelas baixas, o local hoje abriga vários eventos - como shows, por exemplo - e uma exposição permanente de paramentos e indumentárias africanas.

Historicamente, a Casa da Ressaca surgiu da ação conjunta de políticos que simpatizavam com a causa abolicionista - os caifazes -, que encaminhavam escravos fugidos para o lugar.

OQuilombo Jabaquara - seu nome na época - chegou a reunir dez mil escravos.

Desde o dia 18 de maio de 1998, por decreto do prefeito Celso Pitta, o sítio da Ressaca passou a ser um centro de documentação da religião e história dos negros,  sob os cuidados do Axé Ilê Obá.

AXÉ ILÊ OBÁ
Ialorixá Silvia de Oxalá
São Paulo, Brasil
axeileoba@aguaforte.com
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