REVISTA DIGITAL DE ANTROPOLOGIA URBANA :::::: ISSN: 1806-0528

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Voyeurismo on-line: contemplando a sociedade digital do espetáculo
Cyberspace, Novembro de 2000
 

Clarissa Fonseca de Castro
Mestranda em Comunicação Social
PUCRS


 
 

A Internet se transformou. De ferramenta de informação e pesquisa militar e acadêmica nos seus primórdios, para além de tudo isso; hoje é, também, um palco de fenômenos sociais. Deixando de lado o caráter informativo, comunicacional e interativo da rede, o qual já foi amplamente discutido, este ensaio se propõe ao detalhe, ao que Maffesoli (1995) chamou de “nobreza da vida quotidiana”, onde é, a partir do “ordinário” que se elabora o conhecimento social. Aqui se entrelaça uma questão: o ordinário na internet pode se tornar extraordinário. Isto se dá através de um olhar eletrônico e voyeur, com olhares de internautas ávidos por imagens alheias em situações cotidianas. 
Este artigo pretende, tal como um flaneur  contemporâneo, passear entre sites e páginas observando, sem pretensões absolutas, a vida alheia na web como  sociedade digital do espetáculo cotidiano. 

A primeira parada é em ferramentas de busca. Na rede do espetáculo, encontra-se uma infinidade de indicações de sites cuja atração principal é a webcam instalada. Decide-se, então, passear apenas pelas páginas pessoais brasileiras, onde o internauta tem a possibilidade de assistir-participar da vida rotineira alheia. 

A Internet se constitui, então, em um grande palco da sociedade do espetáculo. A webcam possibilita que qualquer pessoa que acesse a rede participe desse evento. E, com certeza, é sucesso absoluto, vide a profusão de sites com esta temática. Apropriando-se deDebord (1998.14), “O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens.” Os monitores e telas tornaram-se as novas janelas do mundo, condensando numa pequena moldura uma paisagem virtual que de outra forma seria inacessível. Este processo não tem nada de novo; o “olhar pela buraco da fechadura” foi lançado há séculos,  quando nem mesmo havia fechadura. No novo ambiente on-line, a paisagem é desterritorializada, de contornos indefinidos; a realidade é captada e percebida em pixels ; o computador torna-se, então, uma fechadura mais ampla, possibilitando ao voyeur a busca deliberada de novas experiências. O que acontece no voyeurismo tecnológico é a reformulação da percepção, elementos arcaicos utilizados de maneira diferente, a metamorfose contínua, a desconstrução dos paradigmas temporal e espacial, a experiência em comum partilhada entre “espectadores”. Segundo Maffesoli (p.19), 

 
“De uma maneira provisória, pode-se dizer que o mundo imaginal é causa e efeito de uma ‘subjetividade de massa’ que, progressivamente, contamina todos os domínios da vida social. Esta não mais repousa sobre uma razão triunfante, ela nada mais tem a ver com uma atitude contratual, não está mais voltada ao porvir. Mas pode-se desvenda-la no emocional, no sentimento partilhado e na paixão comum, todos eles de valores dionisíacos, que remetem ao presente, ao hic et nunc, ao hedonismo mundano. É exatamente isso que faz destacar o jogo das imagens e sua disseminação virótica.”
Além de inúmeros sites, empresas de software também investem nessa área, colocando no mercado programas de conversação e/ou imagens via web, como é o caso do NetMeeting, da Microsoft e Netscape Comunicator, da Netscape. Estes programas, inicialmente projetados para vídeo-conferências profissionais, foram assumindo função de lazer, um simulacro que possibilita contatos dos mais variados tipos entre internautas em geral. Sem entrar em uma discussão mais aprofundada sobre o conceito de simulacro, considera-se neste trabalho a idéia de Arlindo Machado (1996) sobre o pensamento de Deleuze, “uma potência positiva, que nega tanto o original quanto a cópia, tanto o modelo quanto a reprodução.” Machado (p. 129), ao referir-se à “subversão” do simulacro segundo Deleuze, diz que esta 
 
“(...) está no corte que ele introduz nas distinções ontológicas clássicas entre essência e aparência, original e cópia, verdadeiro e falso, real e hiper-real. O simulacro vem demonstrar como são estreitas nossas categorias de interpretação; ele embaralha essas categorias, a ponto de comprometer sua operacionalidade.”


O simulacro digital é, então, originário de um programa, de um software, não substitui o real como afirma Baudrillard. Ele é a “expressão sensível de uma linguagem especializada, de um pensamento lógico e não pode atestar qualquer outra existência senão a do código que o engendra”, conforme Machado (p.118).

Antes de aportar nos sites nacionais é necessário, para se ter idéia do sucesso do voyeurismo eletrônico, espiar dois sites significativos. Um deles é o de Jenni , uma estudante americana pioneira neste estilo, sendo uma das primeiras “exibicionistas on-line” da Internet, em 1996. Jenni colocou uma câmera digital no seu antigo apartamento (hoje ela mora com seu companheiro em uma casa) na Califórnia. O que ela faz de tão fascinante para que seu site seja amplamente visitado e mundialmente conhecido pelos internautas? Nada. Apenas deixa uma câmera digital 24 horas ligada à sua moradia. E vê-se que ela faz o que a grande maioria das pessoas do planeta costuma fazer no seu dia-a-dia. Para se ter acesso à rotina da estudante americana com minúcias, é preciso ser um “membro” do site, ou seja, paga-se uma taxa em torno de $ 15,00 por ano para participar da vida comum de Jenni minuto a minuto, que é o tempo de atualização das imagens. Quem se contentar em observar a cada 15 minutos não precisa pagar. E é justamente aí que está o atrativo: o ordinário, transformado em imagem, é alçado ao extraordinário. 

Um outro exemplo – e mais radical – é o do DotComGuy , um rapaz americano de 26 anos que ficará encerrado em uma casa em Dallas, durante um ano. Dot trocou seu nome verdadeiro em cartório, assumindo esta identificação virtual de “garotopontocom”. Segundo ele, o objetivo é provar que se pode comprar tudo através da rede, sem precisar sair de casa; é “ajudar” as pessoas, vivendo on-line para que percebam as possibilidades da Internet. E a câmera está lá, exibindo passo a passo desse aventureiro virtual. A mais recente festa que DotComGuy promoveu em sua casa foi virtualmente tão concorrida que o acesso ao site ficou engarrafado. Baudrillard (1992, p. 124) se regozijaria com esta cena dos “barrados no baile virtual”, pois apregoou em seu discurso apocalíptico que “O figurante da realidade virtual não é mais ator nem espectador, está fora da cena, é obsceno.” 

Nestes exemplos americanos, cujas presenças na sociedade digital são encampadas por estratégias de marketing, encontra-se a afirmação de Debord (p. 17):
 

“Como indispensável adorno dos objetos produzidos agora, como demonstração geral da racionalidade do sistema, e como setor econômico avançado que molda diretamente uma multidão crescente de imagens-objetos, o espetáculo é a principal produção da sociedade atual.”


Os atores do ciberspaço, ao espetaculararizarem suas práticas sociais e o ordinário de sua existência, extensionam digitalmente a materialidade da sociedade contemporânea, é a visibilidade ocupada por eles ofuscando a transparência em decomposição. A teia societal vai ficando cada vez mais cheia de nós e conexões e o espetáculo  se encontra imbricado nela. Associando ao pensamento de Debord (p. 15):
 

“Não é possível fazer uma oposição abstrata entre o espetáculo e a atividade social efetiva: esse desdobramento também é desdobrado. O espetáculo que inverte o real é efetivamente um produto. Ao mesmo tempo, a realidade vivida é materialmente invadida pela contemplação do espetáculo e retoma em si a ordem espetacular à qual adere de forma positiva. A realidade objetiva está presente dos dois lados. Assim estabelecida, cada noção só se fundamenta em sua passagem para o posto: a realidade surge no espetáculo, e o espetáculo é real. Essa alienação recíproca é a essência e a base da sociedade existente.”


Deixando os americanos famosos de lado, aporta-se nos sites brasileiros. Como não podia deixar de ser, há infinidade de Jenni e DotComGuy tupiniquins, embalando a rede mundial de computadores com suas imagens brasileiras. Em um passeio entre bytes da terra brasilis, percebe-se cenários virtuais de todos os tipos e gostos. 

Uma experiência recente foi a do “cybereporter”  Leandro Simões, da revista Playboy (agosto de 2000). Ele ficou um mês (15 de junho a 15 de julho de 2000) confinado em seu apartamento, sem telefone, usando apenas a Internet para se comunicar com o mundo. Três câmeras digitais (na sala, na cozinha e no escritório) o colocavam on-line em tempo integral. Diz ele: “Vigiado por três webcams durante um mês, fui chamado de fofinho, ursinho e docinho por uma legião de fetichistas. (...) Via e-mail, centenas de voyeurs policiavam algumas das minhas furtivas coçadas no nariz, comentavam a decoração do escritório e minhas companhias virtuais, comoviam-se com a cozinha após o jantar.” O saldo de um mês através de olhares eletrônicos foi de 1636 e-mails, sem contar a participação no mural de recados e a observação sem registro dos internautas mais tímidos.

O cybereporter partilhou sua vida com os internautas; do mesmo modo que estes fizeram com ele, construindo uma socialidade desterritorializada, onde a imagem tem função agregadora. O repórter virtual faz parte do mundo imaginal maffesoliano,
 

 “(...) um indivíduo social e de uma sociedade que não repousa sobre uma distinção com o outro, nem tampouco em um contrato racional que me liga ao outro, mas em uma empatia que me torna, com o outro, participante de um conjunto mais amplo, totalmente contaminado por idéias coletivas, emoções comuns e imagens de todos os tipos.” (p. 110) 
Neste cenário espetaculoísta, a vivência on-line do cybereporter tinha por objetivo “experimentar”, vivenciar a situação e relatar suas impressões a respeito. Aparentemente, um motivo fútil e sem maiores pretensões científicas, uma vez que “o espetáculo não deseja chegar a nada que não seja ele mesmo”, como afirma Debord (p. 17). O desenrolar é tudo, o fim não significa nada.

Fazendo-se um link, chega-se ao site do Projeto e-card 99 dias , idealizado pelo Unibanco em parceria com a MasterCard e Terra Networks. É uma estratégia mercadológica para divulgação do cartão de crédito virtual. Ao longo de 99 dias, duas pessoas, o e-moço em São Paulo e a e-moça no Rio de Janeiro viverão apenas através da Internet, suprindo todas as suas necessidades de compras e serviços com o e-card do referido banco. O e-moço e a e-moça entraram apenas com a roupa do corpo em um apartamento vazio, só com um computador, e têm que abastecê-lo sem sair de casa durante os 99 dias. Para isso, eles dispõem de R$ 60.000,00. Ao final do projeto, as compras serão leiloadas pela Internet e a verba arrecadada será destinada a uma instituição de caridade. O objetivo, segundo explicações no site, “é mostrar ao público em geral as facilidades e a segurança que o e-card proporciona em compras na Internet.

Mesmo sendo uma jogada de marketing em grande dimensão, a experiência dos e-jovens faz parte da socialidade do ciberespaço. Não é uma “convivialidade fantasma”, como afirma Baudrillard. É uma socialidade sentida através de emoções partilhadas. Além de serem vistos pelos internautas, eles mantém contato com pessoas, trocando emoções e sentimentos através de correspondências, programas de conversação on-line e da interface amigável das páginas, que permite ao internauta mergulhar e partilhar da vivência virtual dos e-jovens. É um site com elaborada produção gráfica e com riqueza de informações e aparatos técnicos cujo fim do projeto, é apenas o início de outro espetáculo: o do consumo.

No ambiente das webcams, observa-se que a possibilidade de aproximação está latente. O internauta voyeur tem a decisão de, se tiver desejo, se aproximar do alvo de seus olhares através de envio de e-mail, contatos pelo ICQ, fóruns de discussão, mural de recados, etc. A interação entre o espectadores e palco desse espetáculo tecnológico favorece a comunicação proxêmica, que segundo Maffesoli: 
 

“Inscrevem-se em um contexto do qual não faltam o lúdico e o sonho. Por isso, favorecem um estilo de vida (simbólico, isto é, um estilo de troca e de comunicação, em que o imaterial e, por que não empregar o termo, a mística desempenham um papel não desprezível.” (p. 43)


A “multidão solitária”, desse modo, deixa de estar isolada. Mesmo que não haja um contato face a face, que não haja materialidade tão festejada pela sociologia clássica, a relação social foi estabelecida. O fenômeno virtual não rompe com a realidade e não se opõe a ela. No ciberespaço há um redimensionamento da relação com o outro, antes só visível a olho nu. O olhar eletrônico faz parte da socialidade com dominação empática, um “estar-junto” desmaterializado e mediado por unidades binárias, que se desdobram em idéias, imagens, sons e pessoas. Com uma visão negativa da sociedade on-line, Baudrillard afirma que as relações humanas são enfraquecidas pelas relações tecnológicas, a virtualidade substitui a realidade: “O homem virtual, imóvel diante do computador, faz amor pela tela e faz cursos por teleconferências. Torna-se um deficiente motor e provavelmente cerebral também” (p. 60). 

Numa ousadia só permitida em um ensaio acadêmico, pode-se dizer que o pensador francês não tem embasamento e vivência suficientes na grande rede de computadores. A Internet é antes de tudo uma rede de pessoas com vidas e sentimentos reais, que utilizam o computador como meio de vivenciar suas experiências e emoções em comum. É o “sentimento de pertença”, utilizando uma expressão de Maffesoli, que move a lógica afetual da web.

A supervia da informação passa a ser, com um olhar mais apurado, supervia do entretenimento, do lúdico, do prazer e do imaginário social. Contrariando Baudrillard, chega-se no Sofazão , uma casa de “swing e experiências sexuais” de Porto Alegre que criou um site para, obviamente, atrair público e também servir de link aos interessados.  Por muito tempo, a casa ficou na mitologia urbana da cidade: ouvia-se falar, alguém tinha um amigo de um amigo que fora em uma de suas festas liberais, mas não se sabia onde era exatamente, nem como se chegava lá. Primeiro através de classificados de jornal e agora com a Internet, a casa de encontros sexuais está visível, oferecendo-se, até. Nas páginas do Sofazão pode-se, entre outras coisas, entrar em contato com uma gama de casais e solteiros à procura de aventuras sexuais que não se concretizam na web, diga-se de passagem. Ali, internautas mais “vorazes” deixam fotos e endereço de contato, que se dá efetivamente na cama (ou outro lugar qualquer) de algum espaço geográfico específico, físico e materializado. Para deleite dos voyeurs eletrônicos, há uma webcam conectada à matriz do Sofazão, onde casais mais desinibidos apresentam suas performances sexuais na “suíte virtual”. Neste caso, diferente dos sites de webcam pessoais, há um horário estipulado para a exibição do “espetáculo”, permanecendo conectada somente até às duas horas da manhã de sextas e sábados. O mundo imaginal do Sofazão, dessa forma, tem a ver com o sensível, com o gozo no presente, com o relativismo inerente do cotidiano, onde nada é absoluto, como diz Maffesoli (p. 99):
 

“(...) cada coisa vale enquanto estiver em relação com o conjunto das pessoas e das coisas. É para essa colocação em relação que se emprega a imagem factual, a imagem efêmera, a imagem sensual. Ela nada vale por si mesma, mas, em um movimento de reversibilidade, extrai sua força do todo social no qual se integra, do todo social que ela constitui, que ela evoca e epifaniza, com maior ou menor beleza.”
Na rede rizomática e multifacetada, pode-se inverter o mundialmente famoso ditado de Andy Warhol: as pessoas podem não ter apenas seus quinze minutos de fama. A internet, com sua vitrine sociotécnica e visibilidade virtual, possibilita que todo mundo seja anônimo por quinze minutos. 

Deixando de lado a caricatura e o exagero, aporta-se na página pessoal de Alex Pinheiro Machado Rodrigues . Este rapaz desconhecido tem uma câmera digital no escritório do seu emprego. Fica-se, por entretenimento, a olhar, em horário comercial, o que milhares de pessoas não gostariam de estar fazendo, ou seja, trabalhando. É a espetacularização das práticas sociais, onde o ator se confunde com o espectador, desempenhado papéis semelhantes, mas separados pela tela da máquina. Além do espetáculo profissional de Alex, há mapas de localização do seu, pasmem, carro pelas ruas de Brasília. Há gosto para tudo nesse mundo de voyeurismo virtual.

Como o personagem do filme “Janela Indiscreta” (Rear Window-1954), mas em vez da teleobjetiva, o clicar do mouse e a tela fazendo a vez da famosa janela, chega-se ao site Tanto Faz, onde habitam virtualmente as Garotas-Cam , duas meninas que moram juntas e disponibilizam aos internautas voyeurs imagens da sala, cozinha e estúdio onde trabalham. Eve e Melic, apesar de dividirem suas vidas com os internautas, não dão endereço pra contato. O mistério tem o seu atrativo. Para contentar o visitante, presenteiam os “convidados” com papéis de parede de gosto um tanto kitsch.

Seguindo pelo mesmo caminho do Tanto Faz, encontra-se o Morango , site de beldades femininas que não poderia ficar de fora do olhar voyeur eletrônico. A webcam da casa da Janaína está na sala e no quarto, provocando o imaginário masculino. Ainda nessa linha, mas bem mais angelical, o site Fabcam  esmiúça a vida dessa estudante de 20 anos, com total aprovação dela, já que tem diário, galeria de fotos, chat, fórum, perguntas mais freqüentes, entre outros. E assim passeia-se por outras e outras salas e quartos de mulheres jovens e atraentes. Pode-se dizer que essa interação virtual entre atores sociais é o que diz Maffesoli (p. 17)  quando “vive-se uma forma de estar-junto que não está voltada para o longínquo, para a realização de uma sociedade perfeita no porvir, mas que se dedica a organizar o presente, que se tenta tornar o mais hedonista possível.”

Os sites de webcam de domínios masculinos são em menor número e, basicamente, mostram escritórios e locais de estudo. As imagens são em plano mais fechado, indicando uma menor intimidade para o voyeur tecnológico. Uma passada nestes sites mais “formais” mostram, porém, o mesmo desejo de exibição e a possibilidade de contato com outras pessoas. Mais uma vez, é a imagem agregadora, como afirma Maffesoli( p.92):
 

 “(...) a imagem constata um ela vital, uma estética (aisthesis) emocional em todos os seus afetos, sejam eles refinados, de mau gosto, despojados kitschs, explosivos ou conformistas. É bem esse ‘deixar-ser’da função icônica que a torna suspeita à ideologia “ativista” do homo faber, que, confundidas todas as tendências, marcou o pensamento ocidental.” 
Este ensaio, uma espécie de flaneur pós-moderno, ficaria páginas e páginas a navegar por sites, o que não será o caso aqui. Ainda há muitas janelas (in)discretas a serem observadas e desvendadas pela curiosidade voyeurísticas que impulsionam o pensamento sensível. Apenas alguns territórios foram explorados, terrenos férteis para observação ainda precisam de aventuras acadêmicas. Este texto é um zapping,  apenas um primeiro olhar eletrônico sobre alguns fenômenos presentes na sociedade contemporânea. Muito ainda há que ser analisado, mas ficam aqui pistas acerca do tema em fecundação.


Referências Bibliográficas

BAUDRILLARD, Jean. A Transparência do Mal: ensaios sobre os fenômenos      extremos. 2 ed. Campinas: Papirus, 1992.
DEBORD, A Sociedade do Espetáculo: comentários sobre a sociedade do espetáculo. 1ª reimpressão. Rio de Janeiro: Contraponto, 1998.
MACHADO, Arlindo. Máquina e Imaginário: o desafio das poéticas tecnológicas. 2 ed. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo, 1996.
MAFFESOLI, Michel. A Contemplação do Mundo. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1995.