Os Grupos Urbanos
 
 

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Cada grupo  pode construir e reconstruir a cidade criativamente, a partir de elementos selecionados no amplo leque de opções disponíveis na cultura de uma dada sociedade.
E finalmente,  a noção de mercado permite dizer que a cidade afirma sua existência empírica apenas enquanto sistema no qual atua uma grande quantidade de grupos de interesse, de referência, de vários tipos, tamanhos e filiações, que se confrontam, competem entre si, aliam-se, misturam-se e interpenetram a fim de proteger, aumentar ou legitimar aquilo que consideram seu patrimônio, seja este cultural, histórico, ideológico ou outros. Numa palavra: seus estilos de vidas.
Assim, uma das maneiras de compreendermos os fenômenos em contexto urbano (e à cidade em suas dinâmicas específicas e integradas), é proceder ao estudo dos estilos de vida de cada grupo, a partir da investigação cuidadosa de seu cotidiano no trabalho, no lazer, na escola, família, suas preferências, participação política, participação em outros grupos etc., como observou  Magnani (1986). Também Abner Cohen (1978) afirma que, de seu ponto de vista, "o estudo da estrutura dos grupos informalmente organizados é a chave para o desenvolvimento de uma antropologia das sociedades complexas, pois a complexidade pode ser deslindada com o desenvolvimento de formulações simples" (Cohen, 1978:154)".
MAGNANI, José Guilherme C. Festa no Pedaço. Brasiliense, São Paulo, 1984.
 

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