"O
meu vizinho do lado
Há tanta gente sozinha
Que a gente mal adivinha
Gente sem brilho no olhar
Gente sem mão para
dar
Gente a que basta um olhar
(quase nada)...
Gente com os olhos no chão
Sempre pedindo perdão
Gente que a gente não
vê
Porque é quase nada"
Eu sempre o cumprimentava
porque parecia bom
"um homem por trás
dos óculos"
como diria Drumond
e num velho papel de embrulho
deixou um bilhete seu
dizendo que se matava
de cansado de viver
Embaixo assinado "Alfredo"
mas ninguém sabe
de quê.
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